Já faz mais de três anos que a minha concepção de “balada”, “noitada” mudou. Na verdade, a palavra que melhor a substitui é “diversão”.

11 de novembro de 2003. Estava num lugarzinho meio caído com dois amigos de um amigo. Saímos de lá, procurando uma outra “baladinha” pra nos divertirmos. Eles sugeriram um lugar, lá no Centro, do qual eu já tinha ouvido falar algumas vezes: uma tal de Trash. Estava supercurioso pra conhecer essa nova festa, que tocava música infantil (quem diria!), muita coisa bizarra e que eu, com apenas 19 anos nas costas, mal tinha ouvido falar.

Chegamos umas 2 da manhã e já estava lotado. Era o dia da festa do Festival Mix Brasil e passou um curta no telão. De repente, começa a tocar He-Man. Gente! Como assim? Onde eu estou? Eu mal lembrava da música, mas foi o suficiente para me encantar. E surgir daí uma relação duradoura.

Demorei para voltar, só em janeiro de 2004. Mas a partir daí, não conseguia ficar mais que duas semanas sem ir. No começo, não conhecia ninguém, ia com um ou outro amigo, dançava na pista e olhava encantado para algumas coisas estranhas que aconteciam no divinizado palquinho. Ah, que sonho era subir lá!

Em outubro de 2004, uma oportunidade: uma performance! Sim, nunca tinha subido no Palquinho e lá estava eu: vestido de amarelo, pra dançar o arco-íris da Xuxa! Um dia histórico. Mas mesmo assim, eu não tinha pulseirinha…

Passou quase um ano desde a minha primeira visita, quando uma amiga minha, que ia todo santo dia, me deu uma pulseirinha! Que honra! Foi o máximo. Ainda ficava todo perdido nas coreografias, sentia uma vergonha enorme de ficar na frente. O povo da pista olhava e admirava, como eu já fizera um dia.

O tempo foi passando. Conheci dezenas de pessoas divertidíssimas, que sabem aproveitar uma noite como ninguém. Que sabem que estar com amigos é uma das coisas mais importantes da vida. Que sabem que diversão é essencial. Que respeito é uma das virtudes mais sólidas para a sociedade. Que te recebem de braços abertos toda quinta, sexta, sábado, domingo ou véspera de feriado. Que olham pra você e abrem um sorriso que significa: seja bem vindo e se jogue!

A Trash é mais do que uma simples “danceteria que toca músicas dos anos 80″, como às vezes sou obrigado a definir. É um lugar pra se sentir em casa, pra dançar até o pé pedir pra parar, pra rir até perder a compostura, pra gritar “Nooooossa” quando um dos DJs põe aquela música que você não ouve há 55 anos.

Vou ser repetitivo e terminar como muitos aqui já terminaram, mas não será menos sincero: um enorme obrigado a todos que fizeram as minhas noites nos fins de semana mais felizes.

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