A Trash entrou na minha vida, meio sem querer, em dezembro de 2003. Um amigo me convidou pro seu aniversário dizendo: “Achei uma balada louca, que toca tudo o que a gente gosta, tipo Xuxa, Balão Mágico, Trem da Alegria…”. Só por essa pequena descrição já achei incrível! Falei com vigor: “Vamos, sim. Amei a idéia! Vamos zoar pra caramba!”

Aquela seria minha primeira “balada” na vida.
Cheguei cedo: 22h. Uma pequena fila na porta, a Trash vazia. Eu não tinha a mínima noção do que vestir pra ir. Fui com camisa e calça social preta e sapato. Quando cheguei na porta pra perguntar sobre a lista de aniversário desse meu amigo, o segurança me perguntou: “Você veio trabalhar?”
Fala sério! Independente do mal-entendido, entrei na casa à procura dos meus amigos. Naquele dia nos divertimos no mezzanino. E nos divertimos muito!
O tempo passou e uma coisa não saía da minha cabeça: como voltar àquele lugar? Até que…

Em abril de 2004, um amigo meu chegou no trabalho falando que tinha ido a um lugar ótimo: a Trash 80’s! Abri um puta sorriso e disse a ele que já tinha ido nesse lugar e que tinha achado ótimo também. Aí ele começou a me mostrar o que lembrava das coreografias. Achei lindo, já que na primeira vez que tinha ido não vi nada do mezzanino.

Marcamos de ir logo no final de semana seguinte. Trash Tributo a John Waters. 16/4/2004 foi o dia. Ficamos na pista boa parte do tempo, e aí aconteceu a paixão.

Ver todas aquelas pessoas dançando, coreografando, músicas que não ouvia há anos, que achava ridículas, de que eu tinha saudade. E as pessoas não se importando nem um pouco com o fato de não saber dançar, se estavam pagando mico, se tinha alguém olhando. Tudo aquilo foi maravilhoso, porque achei um lugar com que tinha me identificado, tendo como principal motivo o fato de não saber dançar, LÓGICO! Conheci pessoas muito legais, e sei que ainda tenho muitas outras pra conhecer, mas uma delas é especial porque me ajudou a mudar dentro da Trash, dizendo que eu era “anti-social”. Aceitei essa bronca e até hoje tento mudar meu jeito, cumprimentando todos que conheço dentro da casa.

Hoje, eu afirmo que existem duas coisas que contribuem, e muito, para eu ser o que sou: meu trabalho e a Trash! Mudei muito como pessoa, apesar de não parecer, eu cresci muito e a Trash me ajudou a superar barreiras, principalmente no que se refere a preconceito e respeito.

Sou muito feliz por ter conhecido a Trash, por ser freqüentador e agora por fazer parte da história da festa, pelo fato de ter sido DJ convidado e pelo fato de poder relatar essas coisas neste espaço.

Agradeço aos criadores por me livrarem de “baladas da moda”, por me ajudarem a ter sempre uma resposta na ponta da língua quando me perguntam sobre um bom lugar pra se divertir, por fazerem com que eu me divirta ao máximo, respeitando e sendo respeitado. Agradeço às pessoas que conheço por deixarem que eu esteja no convívio delas na festa. E agradeço ao staff da TRASH e do CARAVAGGIO, por toda a atenção dispensada, e também pela compreensão em certos momentos.

Agora vem o grito:

I LOVE TRASH 80′s!!!

E obrigado por também fazer parte da minha vida!

INFÂNCIA
Brinquedo:
pega-vareta
Brincadeira(s): pega-pega, ajuda-ajuda e rouba-bandeira
Música: “Coração de Papelão”, Jairzinho e Simony (música da minha formatura do pré-zinho!)
Filme: “Os Goonies”

NA TRASH
Pontos altos
: respeito e diversão
Pontos baixos: não tem
Música(s): “Foi Assim”, Mara Maravilha; “Fada Madrinha”, Paquitas; “Piuí Abacaxi”, Trem da Alegria; “Amigos do Peito”, A Turma do Balão Mágico; “Menina Veneno”, Ritchie; “Fogo e Paixão”, Wando; “Stop!”, Erasure; e “Take On Me”, A-Ha
Clipe: “All Night Long” – Lionel Ritchie
Pessoas: Cris Mariposinha, Ângela e Cúringa
Festa(s): 3 Anos de Trash e Luar do Sertão.

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