Por Roberta Ribeiro para Trash 80´s

Não seria possível falar em humor e caricatice nos anos 80 sem mencionar quatro nomes: Antônio Carlos Bernardes Gomes, Mauro Faccio Gonçalves, Manfriedi Sant’anna e Renato Aragão, ou, “Os Trapalhões”.

O quarteto, na verdade, formou-se em 1966 na TV Excelsior, mas foi na Globo, nos anos 80, que ganharam fama. Didi, Dedé, Mussum e Zacarias tornaram-se ídolos de uma geração inteira, com sua comédia pastelão, escrachada e, na maior parte do tempo, inocente. Verdadeiros palhaços a paisana.

A abertura do programa já deixava isso bem claro: impossível esquecer de Dedé, frentista, que, encantado com uma bela moça que por ali passava, enchia tanto o tanque do carro de Zacarias que o deixava submerso em combustível. Ou Mussum, pescador que tirava a tampa do ralo do rio onde estava… Fora a musiquinha, que por tantos domingos, juntava-se ao tema de abertura do “Fantástico” para indicar o fim da folga semanal.

Com uma claque bem treinada e abusando de truques circenses, a atração trazia esquetes curtas com situações que iam da simplicidade de uma rua cenográfica ao nonsense total. À princípio pensado para adultos, os quatro comediantes rapidamente conquistaram um público bem diferente: as crianças. Daí a leveza que permeava os quadros do dominical.

No fim da década de 80, com a morte de Zacarias e o início de um novo formato, “Os Trapalhões” perderam boa parte da magia. Porém, a lembrança do humorístico leve, sem maiores apelações aos preconceitos ou pornografia ficou. E, em meio a tão sem graça comédia televisiva atual, deixou muita saudade…

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