Por Roberta Ribeiro para Trash 80´s

O palco sempre teve – e ainda tem – predominância masculina. Ainda é muito raro encontrar uma banda formada somente por mulheres ou onde elas sejam maioria. Contudo, os anos 80 foram pródigos em trazer as meninas para a frente, para os vocais. E sim, contaram com formações só de garotas também. Vários exemplos podem ser dados:

Vixen – já citado por aqui como exemplo de banda que só tocava rock farofa, era composta só por moças. Com aquele jeitão rebelde que só os roqueiros sabem ter, caprichavam no laquê para deixar o cabelo armado e exageravam na maquiagem para parecerem más. Hit mais conhecido? “Love Is a Killer”.

Roxette – a dupla sueca tem como vocalista Marie Fredriksson. É o tipo de banda que nem precisa de muitos comentários e que coleciona sucessos: “Dressed for Sucess”, “Spending My Time” e “How Do You Do?” são apenas três deles. Detalhe curioso: a dupla só se formou porque a gravadora achou que seria interessante juntar ambos, que faziam trabalhos solo. Alguém duvida que deu certo?

Eurythmics – outra dupla que fazia hits quase em escala industrial na década de 80 e que tinha Annie Lenox nos vocais. Ok, Annie deixava muita gente sem saber se era menino ou menina, tinha um visual andrógino e um vozeirão. Mas é certeza, ela é mulher mesmo. E fez muita gente cantar com músicas como “Sweet Dreams” e “There Must Be na Angel”. Pop inglês da melhor qualidade.

Sempre Livre – banda brazuca só de meninas, tinha Dulce Quental como vocalista. O maior sucesso das mocinhas, que tinham toda uma estética new wave, foi “Eu sou free”, trocadilho infame, na mesma linha do nome da banda. Dulce deixou a banda no auge da fama e seguiu carreira solo. Mas não emplacou.

Metrô – a bela Virginie era a musa da banda e, com sua voz estridente, dava vida aos sucessos do grupo. “Beat Acelerado”, que saiu na trilha da novela “Tititi”, “Sândalo de Dândi” e “Tudo Pode Mudar” são as três músicas mais lembradas (e sempre tocadas na Trash) que levaram o Metrô para as lembranças dos anos 80.

Kid Abelha – o trio carioca tem na abelha-rainha Paula Toller sua vocalista e seu maior ícone. A falta de técnica dela nos anos 80, aliás, era uma das qualidades do grupo. São deste período hits como “Pintura Íntima”, “Como Eu Quero” e “Educação Sentimental”, entre outros tantos. Curiosidade: em começo de carreira, Paula namorou o vocalista do Paralamas, Herbert Vianna.

Farofas, andróginas, belas, desafinadas. Mulheres roqueiras que com muita atitude conquistaram seu espaço nos palcos e nos corações de muitos fãs.

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