Por Roberta Ribeiro para Trash 80´s

As revistas femininas mais lidas nos anos 80 formam uma seqüência que começa na adolescente em busca de rumo à mulher madura, com vida estável.

Depois que deixavam de ler histórias em quadrinhos e abandonavam os contos de fada, as jovens mocinhas podiam optar, por exemplo, por por publicações como “Capricho”. A revista centrava-se adolescentes e em seus problemas típicos. Um bom resumo para ela seria: como se transformar em mulher adulta. Nessa fórmula, tira-dúvidas sobre sexo, matérias sobre comportamento e editoriais de moda jovem não faltavam. Outra seção que se tornou das mais queridas e chegou a ganhar publicação própria foram os testes. Inquiriam desde se o namorado do momento era o príncipe encantado até a personagem da novela das oito com a qual a adolescente se identificava. Em resumo, trazia formas de se saber quem é para chegar à fase adulta com um pouco mais de segurança.

Na fase pós-adolescência, mais dúvidas. O que fazer da vida? Quais as profissões do momento? Como conquistar o homem dos sonhos? Casamento ou vida profissional? Aí, chegava a hora de ler “Nova”. Versão da norte-americana “Cosmopolitan”, a revista apareceu no país em 1973, mas foi na década de 80, quando a revolução sexual realmente se instalou no Brasil, que “Nova” ganhou mais espaço entre as leitoras.

Por fim, para a maturidade feminina, podia-se indicar a leitura de “Claudia”, publicação mensal lançada na década de 1960 e que se firmou como espécie de guia para as mães de família que tinham por missão cuidar da casa, do marido, dos filhos e, já na década de 80, conciliarem tudo isso com uma carreira. Foi uma das revistas mais comuns em salões de cabeleireiros e que com grande sucesso ganhou também as versões “Casa” e “Cozinha”. O grande trunfo de “Claudia” foi trazer temas que tocassem a vida de suas leitoras, sem cair em clichês como receitas culinárias básicas e artesanato.

As três revistas ainda hoje mantêm um público fiel de leitoras, que todos os meses fazem crescer as vendas da editora que as coloca nas bancas. Todas elas trazem boas pistas das relações sociais e comportamentos da época em que são editadas. Por isso mesmo, o hábito de lê-las marca a forma como viviam – e vivem – as mulheres de um período.

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