Por Roberta Ribeiro para Trash 80’s

A cada quatro anos, o país pára para ver a Copa do Mundo. A maioria das pessoas acompanha, sem piscar, cada lance dos jogos da seleção canarinho. Mas nem sempre os motivos para isso são os mesmos. Se os passes interessam para alguns, para uma minoria ver as contendas significa ver 22 atletas correndo atrás de uma bola. E nesse meio, sempre tem um ou outro que se salva.

Para ilustrar este ponto de vista muito pouco ortodoxo, é possível usar as seleções da década de 80.

Em 1982, quando o Brasil perdeu a chance do tetra para a Itália, a seleção contava com pelo menos dois “colírios”. Um, o “galinho” Zico. Apesar de baixinho, Artur Antunes Coimbra mantinha-se bem cuidado, mesmo com o treinamento pesado a que se submetem os peloteiros. Fora a carinha de menino, que encantava os fãs do mundo inteiro.

Outro que mexia com os corações da torcida era o zagueiro Oscar. Nascido José Oscar Bernardi, em Monte Sião (MG), o rapaz jogou três copas (78, 82 e 86). Porém, por sua posição no campo, não é dos mais citados. Agora, bonito ele era. Alto, com cara de mau e com corpão, não tinha como não ser notado.

O galã de 1986 também era um dos craques do time: Júnior. Ok, ele também estava em 1982. (Assim como Zico e Oscar foram ao México). Mas com um bigode bem tratado e o cabelo aparado, o visual do jogador melhorou e muito. Só então foi possível perceber no moço outros atributos que não os profissionais.

Por fim, em 1990, sobrou para Renato Portaluppi o posto de bonitão da Copa, na Itália. Não sabe de quem se trata? E se o nome for Renato Gaúcho, melhora? As belas pernas do caudilho unidas ao sorriso devastador não deram a ele uma vaga como titular, mas a torcida para que ele entrasse em campo era enorme…

É certo que nem todo brasileiro entende de futebol. Não é por isso que é preciso odiar o esporte. Basta saber ver os jogos por outro “ângulo”, por assim dizer.

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