Por Roberta Ribeiro para Trash 80’s

Sempre que se fala em moda, a maioria das pessoas já imagina belas mulheres e homens vestindo roupas elegantes e deslizando em passarelas famosas. Só que não só adultos têm de se vestir. As crianças também gostam de andar com as últimas tendências. O que nos anos 80 significava grandes exageros de que nem os pimpolhos escapavam.

Roupa de menino não tem grandes mudanças, certo? Errado! No dia-a-dia, as camisetas estampadas de sempre vinham acompanhadas de calções que justificam o nome em inglês da peça – short – por seu comprimento. Curtíssimos e justos. (Aliás, a seleção brasileira de 82 é a prova de que os mini-calções eram moda mesmo. Basta olhar o tamanho das peças que Sócrates, Zico e cia. usavam).

Outro item indispensável no armário dos garotos era o Kichute. Era confortável, antiderrapante, servia como chuteira e tênis de ir para a escola e tinha diversas maneiras possíveis de se amarrar o cadarço. Porém, não se pode dizer que fosse bonito. Feito de lona preta, era proibido de ser usado com a “roupa de ir à Missa”, aquela que as mães obrigavam seus filhos a usar em eventos mais “arrumadinhos”.
Nestes dias, era comum ver miniaturas de homens passeando, vestidos como os pais. Camisas, gravatinhas borboletas, mini blazers. Roupas apertadas e que não combinavam em nada com a energia espoleta dos pequerruchos.

As meninas também não ficavam atrás. Vestidos que as deixavam parecidas com pequenos repolhos, cheios de camadas, saias infladas com tule, mangas bufantes, laços imensos, tudo junto, sem piedade. Sapatos brancos com meias de babado também estavam na ordem do dia, quando o assunto era roupa fina. Brincar como vestida assim?

No vestuário rotineiro, estampas esdrúxulas e modelos estranhos não faltavam. Sandálias de plástico viraram moda entre as garotinhas, que costumavam gostar mais do brinde que acompanhava o produto do que dele em si.

E ainda havia mãe que obrigava os filhos do mesmo sexo a usarem roupas iguais. Isso quando as próprias crianças não combinavam e apareciam com o mesmo modelo. Todo mundo achava bonitinho. Mesmo que as peças não fossem nada bonitas.

Com a desculpa de que os petizes são sempre uma gracinha, os genitores “caprichavam” no armário, o que faz com que muita gente tenha trauma de se ver criança em fotos até hoje. Ou se divirta durante horas quando encontra os álbuns do período.

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