Em algum sábado de 2004…

Minha primeira aparição na Trash 80′s foi apenas uma desculpa para encontrar um garoto de quem gostava. Logo, não prestei atenção em nada além dele e a balada passou batida como outra qualquer.

O tempo passou… Final de outubro de 2005, o pessoal do curso de teatro não falava em outra coisa a não ser na Trash e me chamaram para conhecer a Pop Trash, que acontece às quintas-feiras:

- Mas sexta de manhã eu trabalho! – relutei.

Depois de muita insistência, resolvi ir.

Logo que cheguei meus olhos brilharam: karaôke (cantei horrores!), músicas que tocavam na minha época de ginásio e cover de Spice Girls (dancei horrores!), um apresentador/DJ que foi muito bacana comigo e me fez me sentir à vontade, como se freqüentasse sempre (virei rafete, fã do Rafinha). Qualquer um se sentiria intimidado, porque uma emissora de TV estava filmando, mas eu não. Me joguei, já ganhei pulseirinha para subir no palquinho, causei mesmo!

Como uma balada pôde fazer uma pessoa que adora dormir às 22h, ficar acordada até de manhã, dançando sem parar e ainda no dia seguinte ir trabalhar sem dormir e toda feliz?!

E fui viciando, freqüentando, conquistando meu espaço, adorando cada vez mais o tal do Rafinha-apresentador-garoto-propaganda-dono de site-humorista-marido da Junia-filho do ídolo do Youtube, conhecendo pessoas, me afastando de outras, indo na filial da V.O, fui hosstess, fiz performance, encontrei minha amigona-irmã gêmea-Lupita-Georgia…

Para mim a Trash tem muito de teatro. E eu, como atriz, não poderia deixar de amar. Posso ser quem eu quiser: a menina veneno, a Roberta Pardo, a Madonna, a Cyndi Lauper, a Chiquitita, a “como uma deusa”, a morena do Tchan, a J. Lo, a traveca, a cafona… E todas as personagens que vivem em mim e são lados meus que ficavam só para meu espelho.

Lá as pessoas se sentem à vontade para serem elas mesmas. Mostram tanto suas melhores partes quanto as piores. Conheço pessoas que só revelaram sua homossexualidade na Trash e tiraram um peso dos ombros. Poder ser livre para viver o “eu” mais verdadeiro, nem que seja por uma noite, é maravilhoso!

Quero parabenizar alguns funcionários que são muito receptivos, alegres, atenciosos, educados e profissionais como a Paulinha (que abrilhanta a porta do Caravagio) e as moças do banheiro.

Funcionários e freqüentadores fazem com que o show continue…

As 3 coisas que mais gosto na festa:

- Dj Wander. Que faz a Pop ser o meu dia favorito!
-A decoração. Com todas as luzes, a cama de zebrinha, os penduricalhos no teto, o chão xadrez etc
-As Benês. Adoro iniciativas humanas, que não olhem apenas para o próprio umbigo e se preocupem com o social. No mundo sem valores em que vivemos, isso é raro e digno de aplausos.

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