Missão complicada explicar o porquê de amar tanto o nosso “Cortiço”, como o chamamos carinhosamente. Os amigos? Provavelmente. O clima maravilho? Pode ser. As músicas que nos levam de volta à melhor época da minha vida? Conta muito também. Mas entre várias outras qualidades, a mistura de tudo isso torna a Trash o lugar mais legal do mundo!

Desde adolescente, a galera com quem eu andava (época em que só curtia heavy-metal, era cabeludo e só andava todo de preto e com camisa de banda), vivia recordando os anos 80. Como éramos todos mais ou menos da mesma idade, ríamos muito, relembrando os programas do Bozo, enlatados americanos, os famosos “bordões” citados pelo grande e inesquecível Pica-pau, entre outras coisas que fizeram parte da nossa infância. Eu sou um daqueles loucos, que lembra de cor, de tanto tentar ligar, o telefone do Bozo (236-0873).

Meu primeiro contato com a Trash 80′s foi através de reportagens. Quando fiquei sabendo que existia um lugar assim, fiquei louco, doido, muita a fim de ir. Passou um tempinho até eu convencer alguém a ir comigo, mas isso aconteceu, em 2004, logo numa noite de carnaval. E imaginem a minha cara, ao chegar lá, e dar de cara com uma maluca fantasiada de joaninha! (Hoje sei que era a Paulinha) Pirei com aquele lugar mas, como acabei mudando pro litoral, passei a freqüentar esporadicamente, pois estava casado e dificilmente vinha pra São Paulo no final de semana.

Até que algum tempo depois, solteiro, vários problemas, descobri na Trash, mesmo com toda aquela agitação que é só dela, uma espécie de retiro espiritual. Exagerei? Acho que não. O “cortiço” me faz muito bem, em todos os sentidos, algo que religião nenhuma conseguiria me dar. Alegria, paz, amigos, felicidade, amores, às vezes tudo ao mesmo tempo. Tem até um pastor lá…

Não troco a Trash por nada. Tenho dois empregos, de sexta e sábado, trabalho de dia e de noite, e me pergunta se nas noite de quinta, que antecedem essa maratona, eu fico em casa dormindo? Saio do trabalho às 19h. Às 20h, já estou no bar do lado, me encontrando com outras pessoas que têm um sentimento parecido com o meu por esse lugar que é tudo, e conversamos, bagunçamos, bebemos até a abertura da casa. Toda quinta, sem exceção, pode ir lá pra me encontrar, e se eu não aparecer, me liga, pois aconteceu alguma coisa.

Galera da Trash, staff do Caravaggio, amigos trashers, amo todos vocês. E obrigado por fazerem minha vida muito melhor e mais divertida…

O que mais gosto:

- Os amigos maravilhosos.
- A diversidade sexual em plena harmonia.
- Relembrar a fase mais feliz da minha vida.

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