Por Roberta Ribeiro para Trash 80´s

Nem só de cenas românticas e belas paisagens é feito o cinema. Os anos 80 trouxeram para as telas muitos “bichinhos” nada simpáticos – aliás, bastante aterrorizantes – que ajudaram muitas criancinhas a perder o sono e pular para a cama dos pais.

Ainda em 1979, chegava às salas norte-americanas “Alien, o 8º Passageiro”. Clássico do suspense / terror, a história dirigida por Ridley Scott traz a saga da tripulação de uma nave que, depois de ter um de seus membros atacados num asteróide desconhecido, se vê às voltas com um nada amistoso extraterrestre. O tal ser passa sua fase embrionária no corpo humano e, quando “nasce”, tem o singelo hábito de matar seres humanos. A única que sobrevive no primeiro filme é a tenente Ripley, vivida por Sigourney Weaver. Com três continuações, o pegajoso Alien voltou no ano passado para enfrentar outra criatura nada simpática: o Predador.

Numa floresta tropical (as locações foram feitas numa cidade mexicana), uma equipe de soldados liderada pelo major Alan “Dutch” Schaefer (atual governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger) sai em busca de um ministro estrangeiro e sua equipe, que se perderam. Deparam com o Predador, que além de feio e comedor de seres humanos, ainda consegue ficar invisível. Diversão preferida do monstro? Decepar cabeças alheias. Aliás, ele identifica os seres vivos pelo calor do corpo, que enxerga de forma diferente daquela com a qual vê vegetais e minerais. Além da continuação “O Predador 2 – a Caçada Continua” (1990), “O Predador” (1987) enfrentou – e venceu – o Alien, no já citado filme “Alien vs. Predador” , de 2005. Não é 80’s, mas une dois ícones da cara feia daquele período.

Se alguém falar em mogwai, provavelmente quase ninguém saiba do que se trata. Agora, se o termo utilizado for gremlin, não há quem não lembre. O primeiro é o segundo antes de ser alimentado depois da meia-noite. Em “Gremlins” (1984), um garoto ganha de presente do pai o mogwai Gizmo, com a recomendação de não expô-lo a luz forte (nem mesmo a do Sol), não molhá-lo e não alimentá-lo depois das doze badaladas. Claro que o menino não as segue e vê seu bichinho de estimação se reproduzir desenfreadamente e, o que é pior, os “filhotes” nada têm da fofura do original: são monstrinhos irrequietos, que causam as maiores confusões na cidadezinha onde tudo se passa. Sarcásticos e terríveis, muitas vezes fica impossível não rir com as trapalhadas que provocam. O sucesso foi tanto que em 1990 veio a continuação em “Gremlins, a Nova Turma”.

Vilões gosmentos eram a maioria e isso é até compreensível. Mas em “Ghostbusters – Os Caça-Fantasmas” (1984), além de um gigantesco inimigo melento, os quatro heróis também contavam com a ajuda do Geléia, um monstrinho verde indefinível, que flutuava e melecava todos os lugares por onde passava. A voz tanto de Gozer, o vilão, como de Geléia eram da mesma pessoa, o diretor do filme Ivan Reitman.

Agora, para coroar a gosma neste Cultura, não dá para deixar de lado um clássico dos filmes B, daqueles que levam o título de trash com louvor. “A Coisa” (1985) é tão ruim, mas tão ruim que fica bom. O enredo em si já é melado: uma substância estranha começa a brotar da terra em uma pequena cidade. Parecida com sorvete ou iogurte, ela passa a ser vendida como alimento (muito higiênico, não?). O que ninguém sabe é que a tal substância mata ou transforma em zumbi quem a ingere. Como as pessoas resolvem engolir a tal “coisa” sem nem saber o que ela é, ninguém explica. Ou como o tal negócio surgiu. E se o assunto é nojo, o que dizer das pessoas que morrem com a tal substância saindo por boca, nariz e olhos? Argh!

Para quem tem um bom estômago ou não se impressiona facilmente, ficam as dicas. Ainda bem que cinema é diversão apenas para os olhos. Ou alguém gostaria de encontrar uma dessas “simpáticas” criaturas por aí?

Gostou? Veja também:
Comente no Facebook
Comente