Já fazia um tempo que eu tinha redescoberto o prazer de ouvir músicas consideradas como bregas-trash, como Sidney Magal e Gretchen. Eu nasci nos anos 80 e a mais forte lembrança que eu tenho daquela época são as músicas do Trem da Alegria, Balão Mágico, Programa Viva a Noite (subentende-se aqui a Dança do Passarinho) e a Rainha dos baixinhos Xuxa. Do que eu não vivi na época, mas me influenciou como gosto musical foram as bandas de rock farofa e o metal.

Desde a primeira festa Sexy Trash eu tinha vontade de ir lá conhecer o espaço do Hotel Cambridge, mas eu nunca conseguia convencer alguém a me fazer companhia, e apesar de eu morar perto, definitivamente as pessoas tinham medo de se aventurarem à noite no centro da cidade.

O tempo passou, mas a vontade, não… Uma noite – para ser mais precisa, em 14 de setembro (Fiesta Cucaracha aliada à famosa e terrível Chapa Coco) – um amigo (e sócio) me ligou dizendo que ele iria a uma festa no bar D’Hotel. Eu pensei: Opa! Finalmente chegou minha chance de ir a Trash! Este sócio ligou para o nosso outro sócio e perguntou se ele poderia me dar uma carona (por este sócio, leia-se Zeezo).

Foi ali, no meio da pista, ao som de Vamos a La Playa, que demos nosso primeiro beijo e estamos juntos até hoje, agora noivos. Com certeza, a Trash foi nossa madrinha.

Na festa, vi várias pessoas dançando, alegres… Eu queria voltar lá no sábado seguinte. Queria estar junto daquelas pessoas. Na semana que seguiu, eu entrei na lista, pois tinha quase certeza que ali era o ponto de encontro delas. No sábado seguinte, eu e o Zeezo fomos para a Trash. A primeira pessoa que conhecemos foi o Tonyy, que logo na entrada nos deu um disco de vinil de presente. Em seguida, conhecemos a Adriana Spaca, que nos apresentou à hostess Gothz e assim por diante.

Para mim, o cortiço significou muita coisa e principalmente muitas mudanças. As pessoas que lá conheci tornaram-se minha família, amigos que enchem meus dias de alegrias. Eu sei que soa bem piegas, mas acredito que não tenho outras palavras que melhor descrevem este sentimento.

Eu também quis listar aqui as Trash mais inesquecíveis na minha opinião.

1) Sexy Trash 2 – Em novembro do ano passado rolou a segunda edição da Sexy Trash. Eu e o Zeezo fomos “apresentados” ao French Kiss – que originou a história do trenzinho e nos jogamos horrores. Conhecemos e aprofundamos mais nossas amizades naquela festa, que pra mim foi umas das melhores edições!

2) Em maio desse ano, mês de aniversário da Trash e mês do meu aniversário (e do Zeezo também), a Trash nos convidou para sermos DJ “wannabes” por uma noite na Trash nas Estrelas. A emoção de estar na cabine, agitando o público, é indescritível e para marcar ainda mais essa data, nessa mesma noite, ficamos noivos!

3) Trasher que é trasher gosta de pagar um mico… Mais recentemente, eu e o Zeezo – a partir de uma idéia do Tonyy e Eneas – montamos o grupo performático Zeezo Heavy Y Las Metaleiras. Dia 20, na festa Trash Poser, fizemos performance de uma música do Mötley Crüe. É uma preparação que leva horas para durar apenas 5 minutos! O friozinho na barriga, o sorriso do público, tudo isso compensa, e eu realizei um sonho, porque como disse antes, eu adoro esse tipo de som e o Mötley é minha banda favorita.

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