Certo dia, numa conversa de escritório como outra qualquer, o João Paulo, meu chefe na época, perguntou: “Pessoal, alguém conhece a Trash?”. Todos responderam: “Não, do que se trata?” Ele falou que era uma festa super legal, que tocava o melhor e o “pior” dos anos 80. “Quando toca ‘We are the World’, as pessoas dão as mãos e dançam juntas e felizes em harmonia, é o máximo. É uma balada pra ir de tênis e se divertir. Começou pequenininha no Hotel Cambridge, hoje funciona num lugar maior, pertinho do Cambridge também”. Eu lembro como se fosse ontem: ele utilizou exatamente essas palavras…

Eu pirei, fiquei louca para conhecer “a tal” da Trash. Pensei comigo: “O quê? Uma balada pra ir de tênis e que ainda por cima toca o tipo de som que eu mais amo nesta vida, tudo dos anos 80? Preciso conhecer esse lugar urgentemente”. Todos que me conhecem sabem que amo tudo o que é relacionado a essa década: músicas, brinquedos, filmes, doces, propagandas, novelas e por aí vai. Só tinha um problema: tinha um namorado nessa época que se negava a conhecer a Trash e não permitia de jeito nenhum que eu fosse sozinha nem com ninguém. Como meu namoro era “ioiô”, um vai e volta sem fim, na primeira oportunidade que tive fui finalmente conhecer “a tal” da Trash com algumas amigas num sábado.

Chegamos bem cedo, quando ainda estava vazia e tocando as músicas lentas. Eu faltei surtar: assim que entramos, estava tocando “True Colours” da Cindy Lauper e passando o clipe no telão. Logo depois tocou “Trem Azul” do Roupa Nova e “Mordida de Amor” do Yahoo, depois as internacionais, as infantis, “as bregas” – que eu amo – e por aí foi. Eu não acreditei naquilo. Simplesmente tudo naquele lugar era mágico: eu e as minhas amigas cantando as músicas, felizes da vida e muito exaltadas. Foi amor à primeira vista, nunca tinha ido a nenhum lugar nem de longe parecido com aquele. As músicas, os clipes, o ambiente, aquele chão quadriculado, a decoração, a iluminação, tudo era simplesmente perfeito e apaixonante. Entrei em êxtase.

A partir daquele dia não teve jeito: já estava encantada pela magia da Trash. Aquele dia foi realmente marcante e especial pra mim. Isso foi no final de 2004. De lá pra cá, muitas águas rolaram e quando o namoro acabou definitivamente, no começo deste ano, me tornei uma freqüentadora assídua ou, como preferem dizer meus amigos, passei a bater cartão na Trash. Lá, conheci pessoas especiais que se tornaram grandes amigos fundamentais para mim. Desde então, minhas noites nunca mais foram as mesmas, já não consigo mais viver sem a “Trashterapia”. A Trash já se tornou parte da minha vida e da minha rotina, eu amo e sou viciada na Trash. Sabe por quê? A resposta é simples: porque lá as pessoas são felizes e receptivas e te recebem de braços abertos. Porque eu posso usar amarelo com roxo, listrado com bolinhas, que ninguém vai me julgar por isso. Porque lá eu coloco um tênis mega confortável no pé e me mato de dançar a noite inteira. Porque lá eu posso dançar descoordenadamente sem ninguém rir da minha cara. Porque é muito bom ser recebida com um sorriso lindo da tia Conceição e da minha tia maravilhosa. Por que lá não existe preconceito. Porque lá eu viajo no tempo e me transporto para a época mais feliz da minha vida. Enfim, porque é mágica, é apaixonante, é empolgante, é insubstituível. É única!

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