Então…

Um belo dia meu namorado (que hoje é meu marido) me liga e diz que viu no Guia da Folha uma festa nova dos anos 80, que parecia legal, e me disse “Vamos?” Isso foi em meados de 2003. Chegamos lá e a minha sensação foi de tudo muito divertido, pra ele estranho, sua primeira frase “Errei de balada”. Eu na mesma hora retruquei: ”Amei essa balada!”, mas infelizmente, por ele não ter curtido fui embora 1h30 da manhã, muito triste porque queria ficar.

Sem problemas, eu fui novamente meses depois com meu amigo Ronaldo (vocês conhecem como TT), justamente para me animar, porque tinha levado um chute na bunda desse mesmo namorado que hoje é meu marido. Pra quê? Como diz minha mãe “a merda feita!”. Me senti tão “curada”, leve, livre que desde então considero a Trash minha terapia, ás vezes um pouco espaçada uma sessão da outra, porém indispensável pro meu tratamento.

Até hoje acompanho tudo do meu “cantinho”, sou meio voyer na comunidade. Vi a festa de debutante, a eleição do mister Trash ano passado e a LINDA E EMOCIONANTE APRESENTAÇÃO do TT como DJ; compareci na noite que a Rosepreta foi hostess (senão ela me matava); fiquei coladinha no caminhão da Trash na parada GLBT 2005 sozinha, enchendo minha cara daquele maldito vinho que quase me matou. (OPS! sozinha não, o super Danny Dee estava lá e de vez enquando descia do caminhão pra falar um “oi”…).

É muito bom mesmo, me acabar de dançar com as amigas loucas Rosepreta e Claudinha (Baxa) e depois fazê-las me esperarem, mesmo estando morrendo de sono e encachaçadas, pra eu chamar o táxi; arrastar amigas para lá e saber que elas também ficam dependentes desse “tratamento intensivo”, poder ser eu mesma, estravazar, arrepiar , emocionar, me embebedar e todos os “ar” existentes.

Hoje estou casada há um ano, meu maridinho não vai, mas sabe que não vivo sem a Trash, até me leva na porta e ainda me dá boleto de táxi pra voltar ás cinco da matina. Só não dá pra largá-lo e ir pro Acampatrash, porque se desse… Ai ai….

É isso.

U.T.I.T – Unidade de Tratamento Intensivo da Trash!

Amo Muito tudo isso!

Três coisas que mais gosto:
1 – A sensação de liberdade
2 – Amigos, amigos e amigos
3 – Quando o DJ toca “Se Enamora” do Balão Mágico

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