Hoje, ao escolher fotos para colocar no flog da Trash, fiquei pensando o quanto essa festa tem história.

E assim, a festa de diversas maneiras fez e faz parte da minha história também. E garanto: já fazia a centenas de quilômetros.

Explico: desde 2003 eu era fissurado na festa e o motivo é a identificação que temos com os anos 80. Vivi essa década de maneira muito lúdica, já que minha infância e início de adolescência foram passados nela. Então, quando descobri o lugar em que rolava o som que eu curtia – além de possuir referências em sua decoração e visual da década dita kitsch -, simplesmente pirei.

Em Bauru, era funcionário público e o site da Trash passou a ser ponto obrigatório todos os dias, logo cedo. Além disso, sintonizava todos os dias a Rádio Trash e colocava todo mundo no trabalho pra dançar. E isso foi passando de seção pra seção. Quando percebi, muitas pessoas do trabalho viciaram na rádio e eu achava isso bárbaro.

Até que um dia decidi vir a Sampa exclusivamente para conhecer a tão famosa casa. Estava cansado de acompanhá-la via site, Orkut, imprensa e fotos. Queria conferir de perto como era a tão famosa Trash 80´s.

Então, no sábado do dia 9/10/2004 debutei na Trash. O tema era Trash Bambalão e isso me deixou mais feliz ainda. Afinal, ver um show com a Gigi era demais!Assim que entrei pela cortina, com o meu amigo Gustavo, também de Bauru, estava tocando o tema de “Top Gun” e eu quase surtei.Bom, a noite foi mais do que mágica. Ouvi todos os meus hits preferidos, assistia aos clipes no telão, boquiaberto, e fiquei fascinado com aquela turma do palquinho que fazia todas as coreografias. Fui embora regozijado, porém não realizado. Ainda voltei no dia seguinte (domingo) e na segunda, que era véspera do feriado de Dia das Crianças.

Até me mudar para Sampa definitivamente, em março de 2005, ainda voltei ao cortiço algumas vezes e não via a hora de me mudar para a cidade.

Quando aqui instalado e morando bem pertinho da Álvaro de Carvalho, comecei a ir novamente e ver pessoas que só conhecia via Orkut e da galeria da Trash. Com algumas já havia trocado algumas palavras e assim, entre um papo aqui e uma conversa ali, amizades ali dentro foram construídas.

Hoje, a Trash tem uma importância mais do que diversão e lazer na minha vida. Foi ali que conheci o Omar, alguém que eu prezo e amo muito. Já estamos juntos há oito meses e muitos dos nossos momentos foram passados lá. Ali também foi me dada à oportunidade de trabalhar a fundo na minha área e por isso, hoje, trabalho na assessoria da casa.

O mais bacana é que eu consigo identificar muitos daquele “Alessandro” que surgiu anos atrás ali na pista. Percebo os que realmente enxergam a festa como algo ideológico, que se identificam de fato com o que ela propõe. E o mais bacana é quando alguém me puxa e diz: “Adoro ver você sorrindo no palco”, ou ” Você dança com alegria”. São pessoas que não sei o nome e a maioria delas vai à festa com a mesma fantasia que eu tinha anos atrás. E acho importantíssimo respeitar isso nelas pois, assim como eu, aqueles momentos para elas são especiais.

Embora seja meio clichê aqui, de fato ir à Trash é algo inexplicável e o lema da festa “diversão garantida” se concretiza como num passe de mágica.

Torço para que essa magia toda perdure em mim, assim como o frio na barriga em estar lá. E que a festa sempre me receba de forma carinhosa, como foi desde o primeiro em dia que lá fui.

O que eu mais gosto na Trash:
- O meu amor, que conheci lá dentro e é patrimônio da casa.
- As músicas infantis (sim, amo!).
- Performances criativas, principalmente as do Cris.
- Os artistas que lá aparecem com os seus shows.
- A decoração sempre criativa e que faz com que fique um tempão olhando pra cima… – Pessoas abertas e dispostas a sorrir, dançar e interagir com você.

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