Por Roberta Ribeiro para Trash 80’s

Popular. Engraçado. Bizarro. São vários os adjetivos que podem definir Marquito, o ex-assistente de palco e figura non sense dos programas de Ratinho e Raul Gil, entre outros. Em entrevista à Trash 80’s, o comediante fala sobre sua carreira e sua expectativa para o Especial Trash Total desta sexta-feira.

Trash: Onde e quando iniciou sua carreira?
Marquito: Comecei minha carreira com 18, 19 anos, fazendo shows em boates, casas noturnas e circos da cidade. Aí, acabei indo trabalhar com Raul Gil e fui o primeiro Robô do quadro “O Que É o Que É”. Depois fui trabalhar com o Barros de Alencar e aí nunca mais parei.

Trash: Você é um artista performático. Se tivesse que definir sua profissão, qual seria ela?
Marquito: Ator e humorista. Sou um comediante, é disso que vivo, essa é minha arte!

Trash: Qual foi o maior sacrifício que já fez em nome de sua arte?
Marquito: Todo o começo de carreira é um sacrifício. Enquanto o reconhecimento do público não vem, as coisas são muito difíceis. Conquistar o público é complicado, você tem que ser carismático, ter talento e, ao mesmo tempo, ser humilde, não só no começo da carreira, mas durante todo o tempo em que trabalha. É difícil ser artista, conquistar realmente o público.

Trash: Como você cria suas performances?
Marquito: Eu ouço música o tempo inteiro, principalmente os lançamentos. A partir delas, crio minhas performances. A música me inspira, anoto tudo o que penso num caderno e ponho em prática. Mesmo músicas que não são famosas entram para minhas performances, se eu gostar delas. Já usei muita música que depois ficou famosa.

Trash: De onde surgiu a idéia de dublar músicas em alta rotação?
Marquito: O primeiro dublador que vi foi Charles Chaplin. Também me inspiro muito no Jimmy Pipiolo, um artista chileno de idade muito bom. Tinha o Rony Cócegas, que fazia esse número, mas era sempre do mesmo jeito, com a mesma música. Aí, meu tio Raul Gil viu e perguntou por que eu não fazia alguma coisa naquele estilo. Eu tive que arrancar todos os dentes da boca, acabei ficando engraçado. E resolvi criar em cima das músicas em alta rotação, pra ficar mais engraçado ainda. A maioria dos artistas dubla pra fazer piada. Mas é sempre a mesma piada, ninguém inventa nada de novo. Eu não. Eu crio em cima das músicas, faço performances diferentes.

Trash: Qual a melhor parte da carreira artística? E a pior?
Marquito: A melhor parte é perceber que se é sucesso, que seu trabalho dá Ibope. Conquistar o público, ter fãs é muito bom! A pior parte é ser esquecido. Sabe o que acontece com o artista que é esquecido? Vai parar num asilo de artistas. Tem um monte por aí. O sucesso é uma coisa que vai embora muito rápido. Hoje em dia, quem se lembra das bandas de pagode que eram sucesso há um tempo atrás? E aqueles artistas que faziam sucesso, eram uma loucura há algumas décadas? Isso é o pior. E para não ser esquecido, tem que ter muito carisma e certeza do que se faz. Trabalhei com o Ratinho, com o Barros de Alencar, com o Raul Gil e sei que eles me ajudaram muito. Mas eu também os ajudei, também ajudei a levantar a audiência deles. Quando trabalhava com o Raul, tinha muita gente que achava que só trabalhava lá porque era sobrinho dele. Depois que fui trabalhar com outros apresentadores e consegui fazer mais sucesso é que perceberam que não era só porque era sobrinho. É porque tinha carisma mesmo. Por isso não tenho medo de ser esquecido. Muita gente não sabe, mas eu era campeão de cartas e e-mails no “Programa do Ratinho”. E tenho certeza que até hoje tem gente que pergunta por mim e manda e-mail pro programa perguntando do Marquito. Por isso, estou tranqüilo, sei que não vou ficar esquecido.

Trash: O que espera de sua apresentação na Trash 80’s?
Marquito: Levar muita alegria aos fãs do Marquito que vão à festa e fazer todo mundo rir e se divertir muito. Essa é a minha maior felicidade!

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