Minha vida estava sem graça, sem cor, sem aquela apimentadinha básica de que qualquer um precisa, sabe!?

As flores já não tinham o mesmo perfume, o sol já não brilhava do mesmo jeito, os pássaros não cantavam com a mesma afinação, o vento não soprava com a mesma intensidade….Ah, tá bom, chega de tanta frescura, né?!

Bom, o convite foi como a maioria: “Nossa, você precisa conhecer uma balada louca a que eu fui. Toca Xuxa, Trem da Alegria, Balão Mágico e outras bizarrices!”

Nem precisou falar mais nada. Na hora quis saber onde era e já marcamos o dia prá conhecer esse lugar tão comentado.

Na porta a reação foi de dúvida, afinal será que o lugar era tudo isso mesmo?!

E era, ou melhor, é. Tudo isso e muito mais!

Era outubro de 2003, bem no mês das crianças e foi paixão à primeira vista mesmo.

Prá ajudar, dei de cara com o meu Jacu favorito (DJ Tonyy) vestido de He-Man! E tinha como resistir a tanto charme?!

Fiquei encantada com as músicas, o ambiente aconchegante e amistoso , as pessoas, a decoração (lembro que era tipo festinha infantil, com os ursinhos carinhosos de isopor espalhados) e não demorou muito prá eu me jogar! Sem dó nem piedade!

Eu e essa turminha começamos a ir sempre que possível, mas aos poucos cada um com seu motivo foi deixando de freqüentar a Trash e por um tempo até eu mesma. Afinal ninguém queria ir comigo. Snif, snif (olha a frescura de novo!).

Mas a Trash e as pessoas de lá nunca saíram da minha cabeça, até que decidi que não ia deixar de curtir a festa. Aquilo tudo me fazia muito bem e ainda faz.
Depois de um tempo, comecei a me “envorver” com o povo pelo Orkut, pelo Fotolog, ser bem cara de pau, adicionar um aqui, outro ali e várias amizades foram surgindo.

Há algum tempo iniciei minhas irmãs na vida Trash (segundo o Tonyy, somos as irmãs Baldwin) e minha grande amiga e companheira de aventuras (Toddynho) Vévis, que se descabelam junto comigo e se tornaram tão dependentes quanto eu daquele cortiço!

É difícil falar do que gosto mais: sou fã de carteirinha daquilo tudo, das pessoas, do clima, da energia boa que tem naquela festa e hoje eu estou mais viciada do que nunca. Definitivamente, sou um caso perdido, porque mesmo que eu queira, é impossível tirar do meu coração a Trash e tudo o que ela proporciona!

Ah, que lindo! Quanta emoção!

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