Por Roberta Ribeiro para Trash 80´s

Saudade, segundo o dicionário, é o pesar pela ausência de alguém ou algo que nos é querido. E, provavelmente, se há uma década que marcou e deixou muito o que sentir falta, foi a década de 80

Muitos dos que hoje freqüentam a Trash 80’s eram crianças ou adolescentes à época.

Ao entrar na festa e ouvir reminiscências do período, a primeira reação é quase sempre a mesma: voltar para as fases mais doces e tranqüilas da vida. Sentir a energia infanto-juvenil pulsar novamente faz mais efeito que qualquer estimulante que se possa imaginar.

O porquê de tanta vontade de retornar ao passado? A impressão de que na tão falada “década perdida”, a vida não era tão complexa como é hoje. Ok, no Brasil especificamente, as coisas não eram lá um mar de flores: começamos a década com uma ditadura militar à beira da morte seguida por um por presidente que parecia o salvador da pátria e depois demonstrou não ser tão confiável assim. Fora a inflação, que fazia com que os preços subissem literalmente todos os dias (quando não, uma vez de manhã e uma vez à tarde) e transformava o dinheiro quase em pó, num período curtíssimo.

Contudo, como negar o quão divertido era assistir televisão ou ouvir música no período, entre outras tantas atividades? Os programas infantis podiam não ser lá muito educativos, mas eram mais inocentes que a pancadaria que as crianças 00’s vêem. Não dava pra perder também o “Globo de Ouro”, com as bandas e cantores que não paravam de tocar nas rádios que, àquela altura, começavam a querer ser estéreo. As novelas também dão pelo menos uns bons capítulos de livro. “Elas por elas”, “Roque Santeiro”, “Tieta”… E no domingo, sem elas, “Domingo no Parque” com Sílvio Santos e “Fantástico”, com Isadora Ribeiro na abertura.

Musicalmente… Bem, aí é só ir à Trash e fica fácil lembrar dos sucessos, do melhor ao pior (muito mais animado e cafona…). Um ótimo lugar, aliás, para reviver os sentimentos e alegrias dos anos que provaram estar de volta sim, e com toda a força!

Saudosismo? Pode ser. Mas com muitos e bons motivos!

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