Como descrever em poucas palavras algo que mudou tanto a minha vida em tão pouco tempo? Como fazer as pessoas entenderem que a Trash 80’s é muito mais do que uma simples festa que freqüento todo fim de semana? Já diria o meu pai. “É mais fácil levar sua cama logo pra lá! Aí você vem em casa apenas quando tiver um tempo livre de tanta Trash!”. Pois é, uma segunda casa. Talvez por isso seja tão complicado descrever o meu carinho por este lugar que virou a minha vida ao avesso há pouco mais de um ano.

Novembro de 2003. Sábado a noite. Uma amiga de Brasília, que estava passando o fim de semana em São Paulo, avisa que um conhecido quer levar a gente a uma festa que só toca música dos anos 80. A proposta era irrecusável e, por isso, lá fomos nós. Eu me lembro muito bem de ter ficado encantada com o que vi e ouvi. Estava ali no mezzanino, olhando para a pista, sem captar perfeitamente a mensagem daquele ambiente tão estranhamente divertido. Não podíamos ficar muito, mas o tempo que passamos foi o suficiente para decidir que eu tinha de voltar. E voltei. Inúmeras vezes. No começo, uma sexta aqui, um sábado acolá. Porém, com o tempo, ir esporadicamente não me satisfazia mais. E a Trash passou assim a ser parada obrigatória na minha rotina.

Quanta gente especial cruzou minhas noites de quinta, sexta, sábado e domingo nos últimos meses. Algumas se transformaram em amigos que pretendo levar para sempre. Mudaram minha vida pra melhor, bem melhor. São pessoas que invadiram meu mundo para mostrar que São Paulo pode ser tão minha casa quanto Brasília. Pessoas que me ensinaram que amizade e tempo não caminham de mãos dadas. Pessoas que transformaram a Trash em um verdadeiro segundo lar, sem exageros.

Para mim, ir à Trash Centro todo fim de semana é um ritual. A festa hoje é um pedaço importante da minha vida. E, por isso, não tenho palavras pra agradecer a quem está por trás de tudo isso. Na verdade, mais do que dizer obrigada, eu queria dar os parabéns ao staff da Trash. Não é qualquer um que consegue transformar uma festa em um local onde as pessoas não têm medo de ser quem realmente são. Parabéns mesmo!

Quanto aos meus artistas preferidos, vai lá:

Dominó – Nunca vou esquecer o dia em que o Afonso tocou ali no palquinho Manequim, P. da Vida e Com Todos Menos Comigo.

George Michael – Na minha modesta opinião, Freedom é o tema da Trash.

Madonna – Ela é a rainha do pop e pronto! =)

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