Por Roberta Ribeiro para Trash 80’s

Quando o Polegar chegou ao fim, Ricardo Maia, ex-baterista da boy band, decidiu montar sua própria banda. Em entrevista por e-mail ao site da Trash 80’s, ele conta essa e outras histórias de sua carreira.

Trash: Você fez parte do elenco de “Uma Escola Atrapalhada” . Como foi essa experiência com cinema?

Foi ótima. O Polegar participou do filme. Eu, especificamente, fiz um adolescente que saía com uma menina da escola e depois ela achava que estava grávida. No fim, ela não estava. Mas é uma mensagem importante que o filme, feito com os Trapalhões, passava: que os adolescente devem se prevenir em seus relacionamentos amorosos.

Com quantos anos você entrou para o Polegar? Como foi participar da banda?

Comecei minha carreira na antiga TVS, hoje SBT, com 16 anos. Conheci o Augusto [Liberato, o Gugu] e dei a idéia para ele de montar um grupo de garotos que tocassem instrumentos musicais. Aí, ele lançou o grupo Garotos da Cidade e, logo em seguida, o Polegar.

O Polegar fazia parte da Promoart, do Gugu Liberato. Como era o convívio com ele?

A Promoart era a empresa de eventos do Gugu. O convívio com o Augusto pra mim era normal, passei muito tempo perto dele. Já o conhecia desde a época da TVS.

Você declarou que um certo apresentador cobrava jabá dos artistas. Isso era comum?

Infelizmente, ainda é. Mas não era nem o apresentador que queria uma grana para eu me apresentar no programa. Era um produtor, sem o conhecimento dele. Tenho muito respeito por esse apresentador e se ele puder me ajudar com minha nova banda, vai ser muito bom.

Existe algum lado que você considere negativo em iniciar a carreira cedo?

Não vejo lado negativo em começar uma carreira cedo. Talvez a única coisa ruim seja ser explorado em sua carreira quando você ainda não sabe como ela funciona.

Depois do fim do Polegar, o que você fez?

O Polegar acabou e voltou umas três vezes. Nesse meio tempo, aprendi muito. Fui produtor e diretor de eventos, fui diretor artístico de duas rádios, uma AM e outra FM, fui empresário de shows, me formei na faculdade de Direito. E depois, com o término definitivo do Polegar, resolvi montar minha própria banda.

Você está com uma banda nova, chamada Orkut. Por que esse nome?

Quando o Polegar acabou de vez, fiquei triste. Aí, resolvi montar uma banda. Dei o nome de Creme de la Creme, que significa Nata da Nata, na Itália (sic). Mas fiquei em dúvida com esse nome. Uma madrugada, acordei por algum motivo e fui para o computador, ver meus e-mails. Entrei em um site da internet, do qual já fazia parte, e li o nome Orkut. Foi quando Deus me deu a luz de dar esse nome. Até porque todos os integrantes da banda tinham saído de comunidades desse site. No dia seguinte, dei busca no Inpi Marcas e Patentes. Não tinha nada como registro. Aí, patenteei como Garotos do Orkut, Meninos do Orkut e Banda Orkut. Tive sorte.

Das músicas do repertório da banda, qual sua preferida?

Todas são minhas preferidas. Mas as que mais gosto de cantar são “Dá Pra Mim”, que era do repertório do Polegar, e “Tente Outra Vez”, do Raul Seixas.

Você já tocou na Trash antes. Qual a sensação?

Já tinha tocado com a última volta do Polegar. Mas hoje é muito mais gostoso e diferente. Primeiro pela formação da banda. São pessoas de muito talento, músicos de verdade. Todos são formados em faculdades de música, com energia pura e profissionalismo. A sensação é maravilhosa. Principalmente por podermos tocar sempre ao vivo, relembrando músicas de sucesso.

O que você acha do revival dos anos 80?

Acho muito legal. Uma das coisas boas da banda chamar Orkut é o fato deste site possibilitar às pessoas reencontros com amigos de infância. Tocar músicas que fizeram muito sucesso nos anos 80 sempre será sucesso absoluto e terá um público garantido.

Quero agradecer à família Trash 80’s pela oportunidade de estar presente e convidar toda a geração dos anos 80 e meus fãs para fazerem parte da comunidade da banda no Orkut e visitar nosso site, para conhecer as músicas do nosso repertório e ouvir, em MP3, algumas músicas gravadas em um dos nossos ensaios.

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Um comentário
  1. Oi Ricardo tudo bem Gostei muito da receita que você fez no tv culinaria
    Parabéns!
    Beijos.

    dialog

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