Por Roberta Ribeiro para Trash 80′s

Predecessora da axé music, a lambada fez muita menina usar saia rodada, fio dental e blusa curtinha. Independente da idade, o ritmo virou febre nacional no final da década de 80. Pudera! Mesmo quem não gostava de dançar, contagiava-se. Quem não lembra de Kaoma (“Chorando se foi / Quem um dia só me fez chorar…”) e seus dançarinos malemolentes? Ou Beto Barbosa (“Adocica, meu amor/ Adocica/ Adocica, meu amor / A minha vida…”) e sua pose de galã?

A moda foi tão forte que até um filme foi feito: “Lambada, a Dança Proibida”. Ok, o filme é trash no mal sentido… Para se ter uma idéia, o Brasil é retratado como sendo uma grande floresta tropical ameaçada. E tem um princesa para salvá-lo! Mas os 90 minutos do romance servem para mostrar o tamanho da popularidade que a lambada teve, aqui e no mundo. Aliás, na Europa até hoje é possível encontrar “instrutores” para aprender o “um, dois, três” do ritmo…

Voltando para a terra brasilis, a loucura foi tanta que até abertura de novela das oito virou motivo para dar passinhos lambadescos. Sim, em “Rainha da Sucata”, estrelada pela namoradinha Regina Duarte, o “amante latino”, idolatrado por todo trasher que se preze, Sidney Magal cantava o hit “Me chama que eu vou”. Isso logo na abertura. Parte freak da história? Uma boneca de sucata dançava lambada, com direito a figurino e bonitões…

E havia quem jurasse que a lambada substituiria o samba no gosto popular. Já imaginou, ir para a Marquês de Sapucaí e dar de cara com todo mundo dançando agarradinho, aos pares ou trios? Por isso, antes de reclamar do ziriguidum, lembre-se que poderia ser bem pior! A lambada passou. E só não há o alívio completo porque deixou filhotes. Mas isso já é outra história! …

Gostou? Veja também:
Comente no Facebook
Comente