Por Roberta Ribeiro para Trash 80´s

Depois dos anos 70, década que ficou conhecida como a do “amor livre”, os anos 80 se assustaram com uma doença que até hoje não conheceu cura, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, que ficou mundialmente conhecida como AIDS. Causada por um vírus, o HIV, recebeu, a princípio o preconceituoso nome de Doença dos 5 H – Homossexuais, Hemofílicos, Haitianos, Heroinômanos (usuários de heroína) e Hookers (prostitutas, em inglês). Acreditava-se que apenas esses grupos corriam o risco de contrair a doença. Porém, com o resultado positivo de exames de heterossexuais e até mesmo crianças, a teoria absurda caiu por terra.

Ainda em 1984, a equipe do doutor Luc Montaigner, do Instituto Pasteur francês, descobre que a causa da Síndrome é retroviral, ou seja, um vírus que se modifica quando atacado. A partir daí, com mais pesquisas, chega-se à conclusão de que a transmissão da AIDS se dava por meio de sangue e secreções infectados. Independente de nacionalidade, cor, credo ou orientação sexual. Naquele momento, descobriu-se que ao invés de grupos de risco, existiam, isso sim, comportamentos de risco. E que o uso da camisinha, pré-natais bem feitos (para evitar a transmissão de mãe para filho) e o não-compartilhamento de seringas e agulhas entre os usuários de drogas poderiam evitar contaminação de ainda mais pessoas.

Lógico que foi longo o processo até tudo isso ficar claro para a sociedade. Da mesma forma que demorou para que alguma droga conseguisse, ao menos, aumentar a expectativa de vida de quem desenvolvia a síndrome. O que hoje já acontece, enquanto não se encontra a cura definitiva.

Em 1987, a Assembléia Mundial de Saúde, liderada pela ONU, instituiu o dia 1º de dezembro como o Dia Internacional de Luta Contra a AIDS. O símbolo escolhido para representar esse dia foi o laço vermelho, muito parecido com o que era dado aos soldados que retornavam da Guerra do Golfo (este símbolo só surgiu em meados de 1991). Para alguns, o laço tem um V ao contrário, que só deverá ser virado para cima quando a AIDS tiver fim. O que todos esperam que aconteça num curto prazo.

Mas enquanto não acontece, se proteger é sempre a melhor solução. Evitar situações de risco e usar camisinha continuam sendo boas soluções. Além disso, manter as pessoas informadas sobre como se prevenir da doença também pode ajudar. Se cada um fizer sua parte, fica mais fácil diminuir os estragos dessa pandemia.

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