Por Roberta Ribeiro para Trash 80’s

Criador de vários personagens, Orival Pessini ficou famoso na década de 1980 com o extraterrestre Fofão, que contracenava com Simony e companhia na “Turma do Balão Mágico”.

Trash: Quando o Fofão apareceu pela primeira vez no “Balão Mágico”, ele não falava, apenas emitia sons “traduzidos” pela Simony. De quem foi a idéia de fazê-lo falar?

Orival Pessini: O Fofão é criação minha. Eu fazia “Planeta dos Homens” na Globo e, um dia, o Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho) pediu para que eu criasse um personagem para o “Balão Mágico”. Aí, surgiu o Fofão.

Trash: O Fofão é humano?

OP: Não. Ele é um habitante da Fofolândia que vem para a Terra. E tem só oito milhõezinhos de anos. É uma criança, pois no planeta de onde vem, as pessoas vivem noventa, cem milhões de anos!

Trash: Quando lançaram um boneco inspirado no personagem, criou-se uma espécie de lenda urbana de que, dentro do brinquedo, havia uma faca. O que acha da história?

OP: Foi algum pastor fracassado que inventou essa besteira, eu acho. Havia um suporte de plástico que não deixava a cabecinha do boneco cair, mas nada parecido com uma faca! As pessoas acreditaram tanto nessa bobagem que o brinquedo vendo quatro milhões de unidades!

Trash: Como era trabalhar cercado de crianças, no Balão?

OP: O programa era gravado, não tinha nenhum problema.

Trash: E os fãs-mirins, como lidava com eles?

OP: Era sossegado. Fazia shows para dez, vinte, quarenta mil crianças. Claro que não dava pra dar autógrafo para todas, mas atendia na medida do possível.

Trash: Discos e até filmes foram lançados na década de 80 tendo o personagem como tema. Em que mídia o senhor prefere trabalhar?

OP: Prefiro trabalhar! (risos) Não tenho uma mídia favorita. Fiz todas essas e gostei de todas.

Trash: O senhor também trabalhou na TV Bandeirantes e no SBT (com o personagem Patropi em “A Praça é Nossa”). Em qual das emissoras o senhor preferiu trabalhar?

OP: Todas foram boas. Novamente, gosto de trabalhar, independente de meio ou emissora. Gosto de trabalho, isso sim.

Trash: Como foi se apresentar na Trash 80’s?

OP: Foi muito bom. Havia passado o dia no Instituto do Câncer, fazendo show. Aí, à noite, fui para a apresentação na Trash. Gostei bastante!

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