Por Roberta Ribeiro para Trash 80´s

Há quem diga que as grandes divas só existiram nos anos 50. Sem muito esforço é possível perceber que isso não é verdade. A década de 80 também foi pródiga em número e qualidade de musas.

A maior delas, que já esteve anteriormente num Cultura Trash sobre moda, atende pelo nome de Madonna. Assim como outros grandes nomes femininos do meio artístico dos anos de néon, que serão aqui retratados, a material girl atravessou mais de vinte anos servindo de modelo de rebeldia e vanguarda para um público sempre ávido por novidades.

Nascida Madonna Louise Ciccone, com uma infância triste (perdeu a mãe aos cinco anos de idade), a super estrela saiu ainda jovem da casa do pai para fazer faculdade de dança no Michigan. Sem terminar o curso, seguiu para Nova Iorque com apenas 35 dólares no bolso, em 1979, e passou a freqüentar cursos de dança e posar nua para estudantes de fotografia, para sobreviver. Cantar só seria uma atividade de Madonna a partir de 1980, quando faz backing vocal para Patrick Hernandez (“Born To Be Alive”), durante três meses. Então, volta à Big Apple e grava seu primeiro filme. Sim, ela estreou antes na telona, que nas rádios, com “Um Certo Sacrifício”.

Depois de tentar com duas bandas, finalmente, em setembro de 1983, sai o álbum “Madonna”, com sucessos como “Borderline”, “Lucky Star” e “Holiday”. Aparecia para o mundo aquela que seria a cantora a mais vender discos em todos os tempos. Ainda no final de 1984, vive a primeira de uma série de polêmicas: lança “Like a Virgin” e aparece vestida de noiva no MTV Awards. Três filmes, três LPs e um casamento fracassado com o ator Sean Penn depois, Madonna termina a década de 80 pondo fogo – literalmente – no show business. Beija um santo e incendeia uma cruz no clipe de “Like a Prayer”. E, não contente, começa a mostrar seu lado sado-masoquista e bissexual com o vídeo de “Justify My Love”, além de gerar o mega sucesso “Vogue”, ambos do LP “Immaculate Collection”. Isso tudo em apenas sete anos de estrada.

O que veio depois, já nos anos 90 e na década atual, foi sempre uma busca incessante por se manter sincronizada com as novas tendências musicais. Assim, não é de surpreender que o mais recente álbum da cantora – “Confessions On a Dance Floor” – tenha pitadas de electro e toques de r&b estilizados.

Seu envolvimento com a moda e com grandes estilistas também ajudaram bastante a formar a imagem de maior diva pop dos últimos vinte e poucos anos.

Mas, afinal, o que faz Madonna ser musa depois de tanto tempo? E o que a elevou a esse status? Começando pelo óbvio, ela é linda. Sempre se cuidou para que nada estragasse sua imagem, que pode sim ser considerada fabricada, porém não deixa de ser bela. O comportamento sem muitos freios e a coragem de arriscar-se em outras áreas da produção cultural também ajudam bastante. Por fim, a já citada atualidade das produções faz com que ela nunca deixe de estar em voga. De fazer o coração dos fãs palpitarem mais forte apenas em imaginar o que mais possa vir numa carreira tão extraordinária. Como a de toda boa diva.

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