Tem coisas que só a Trash faz por você.

Eu já estava quase desistindo de sair à noite aqui em São Paulo, porque nenhum lugar me agradava mais. Fui numa festa de um amigo querido, na Vila Olímpia, e depois desse dia decidimos que aquilo não dava mais. Imagina você estar num lugar, ouvir Madonna, querer surtar de dançar e as pessoas te olharem esquisito? Não, não, não. A gente precisava de algo novo. E assim foi minha primeira ida à Trash, em abril de 2003. O tema era Trash Tesão. Até hoje me lembro do flyer, que tinha capas de discos da Gretchen, da Rita Cadillac e outras musas.

Eu entrei lá e me lembro de ter pensado: “Meu Deus, obrigada!” Porque lá toca Gretchen. Porque lá as pessoas te tratam bem. Porque lá você pode ficar descabelado. Porque lá você pode dançar do jeito que quiser. Porque lá as pessoas te respeitam. Porque lá você pode ser quem é. E tudo bem.

Naquele dia, o DJ convidado foi o Alisson Gothz, que tocou “Maria Del Bairro”, da Thalia. Quer alegria maior do que ouvir Thalia numa festa, poder fazer uma performance, olhar em volta e ainda perceber que as pessoas sabem a letra da música? Depois ele tocou French Kiss e eu vi o palquinho pegando fogo. As pessoas se divertindo de verdade, sem pose nem carão.

Depois dessa vez, eu e meus amigos fomos muitas outras vezes. E cada vez a gente gostava e se acabava mais. Tinha sempre uma hora em que íamos pro mezanino, nos jogávamos nos pufes – naquela época ainda tinha os pufes – e ficávamos conversando sobre como o clima daquele lugar era maravilhoso. É maravilhoso. Sempre saio de lá com a impressão de que foi a melhor festa da minha vida – e foi mesmo.

Acho que um dos momentos que eu nunca vou esquecer foi uma vez em que o Tonyy tocou a música do Peão da Casa Própria. Surtei, comecei a pular que nem uma louca, berrando de alegria. Só um lugar muito legal mesmo faz isso acontecer. Participar de uma festa assim faz você ser mais feliz.

E, de novo: tem coisas que só a Trash faz por você. Trash saves!

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