“Pegar carona nessa cauda de cometa…”

Tanta gente já passou por aqui falando do significado da Trash 80′s… desviar de clichês não seria uma missão das mais fáceis pra mim. Mas vamos lá, é preciso tentar. Não é mesmo, minha gente? A motivação extra veio justamente porque nesta semana comemorarei meu terceiro aniversário no “Cortiço”.

Entrar pela primeira vez na Trash 80′s me assustou – no bom sentido. Foi engraçado ver a afinidade daquelas pessoas que se tratavam como verdadeiras amigas. Não é muito comum chegar em uma balada sem que as pessoas olhem de cima abaixo procurando defeitos ou qualidades naqueles que entram e saem da pista.

Ok, primeira impressão foi ótima: me senti à vontade.

O local era pequeno, mas a melhor palavra para defini-lo era outra: aconchegante. Sou trasher desde os tempos de Hotel Cambridge. Dos tempos de sofás vermelhos, de pessoas dançando em cima do balcão do bar e de Marilyn Monroe na parede. Eu, que pela primeira vez cheguei com a Larinha Goonie, fui recepcionada pela Adri Spaca tomando absinto naquela noite fria.

Não dava pra acreditar que aquele DJ magrelo estava tocando aquilo. “Meu Deus! He-Man, Dominó, Erasure…!” Era, definitivamente, o que eu procurava. E pelo visto, era o que muita gente procurava: poder se sentir criança de novo. Dos tempos de matinê, de colégio…

Ainda em transe, me acomodei nas escadinhas e ali fiquei. Olhava pros dois DJs se divertindo enquanto o povo se jogava sem a menor vergonha de cantar os piores sucessos da minha década.

Mas o cantinho aconchegante cresceu. Virou das festas mais conhecidas de São Paulo e foi parar no Caravaggio. Os sofás vermelhos foram substituídos pelos preto e brancos. A Trash 80′s Ganhou mais um andar. Ganhou mais funcionários. Um palquinho, coreografias… e conseqüentemente, as performances. Delícia acompanhar todo esse processo de perto.

Foi ali também, naquele lugar mágico que conheci uma das melhores sensações do universo. Foi quando me convidaram pela primeira vez pra ser DJ. O dia inesquecível: 24 de outubro de 2003. A música de abertura: “Dancing With Myself”, de Billy Idol. Tantos olhares pro picape, tanta gente gritando no começo de cada música. Sim, “God is a DJ”. Eu soube disso naquele dia…

Mais do que momentos mágicos, “sessões de exorcismo” e de “descarrego” de todas as coisas ruins, a Trash me deu amigos. Aos poucos, a tímida Keka foi conhecendo pessoas que vão estar sempre por perto. Deus me livre dos clichês ou superficialidades, mas ali de fato conheci grandes amigos. É inevitável que todos escrevam isso em seus depoimentos: é o que acontece.

Agradecimentos? Também são inevitáveis, já que foi ali que “I’ve had the time of my life”, e “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”. Tonyy, Eneas, Larinha, Fê Ruça, Lige, Quinteto Infernal e os amigos que sabem quem são: OBRIGADA de todo coração.

E se você aí não conhece a Trash ou ainda está conhecendo o Cortiço: “companheiro, companheiro, vem no balanço do mar, que é tão gostoso dançar.”

Um brinquedo: Barbie
Uma banda: Dominó
Uma música da infância: Oh, L’amour – Erasure
Uma música na Trash: Locomotion – Kylie Minogue
Uma brincadeira: queimada

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