Por Roberta Ribeiro para Trash 80´s

“Brincadeira de criança, como é bom…”. A música pode até não ser dos anos 80, mas serve para fazer lembrar de bons momentos vividos na infância. Um bom momento para colocar em prática todos os jogos e passatempos possíveis era a hora do recreio da escola.Para os meninos, o mais comum era aproveitar o tempo para jogar futebol. Como nem sempre havia bola, o jeito era improvisar. Até latinha de refrigerante servia, mas o mais comum eram as bolas de meia, feitas com no mínimo três pares do vestuário. As lancheiras (que depois de uma certa idade eram abolidas e causavam vergonha) serviam como traves, depois de devidamente esvaziadas, é claro. E a pelada, sem juiz, afinal todos queriam jogar, ia longe. O problema eram as “invasões de campo”, pois o pátio não podia ser dominado por apenas um grupo de amigos.

Quando as salas, mesmo de séries diferentes, eram bastante unidas, dava até para organizar campeonatos (e aí se resolvia parcialmente o problema de dividir espaço). E não só o futebol tinha vez. Jogar “queimada” com as bolas improvisadas também fazia a alegria das turmas. A melhor parte: times mistos permitiam às meninas participar do jogo.

Sem bola, a primeira alternativa, que colocava os bedéis em polvorosa, era brincar de pega-pega. Controlar a correria e impedir que os pequenos rachassem a cabeça em quinas ou se machucassem ao dar um tropeção era tarefa quase impossível. Para evitar este tipo de trauma, muitos optavam por sugerir outras brincadeira, como o vivo-ou-morto (vivo = em pé, morto = agachado, saía quem não respeitasse o comando da maneira certa), duro-ou-mole (duro = ficar parado no lugar, mole = correr de um perseguidor) ou esconde-esconde.

Já as meninas, quando decidiam fazer o clube da Luluzinha, davam preferência a passatempos como as cantigas e palmas, como Adoleta e várias outras que nem sempre faziam sentido, mas que divertiam muito. Pular elástico também era certeza de risadas e alegria.

Com tanta farra, a energia acumulada em horas sentados numa carteira era parcialmente gasta. Assim, os professores podiam seguir com as aulas com seus “anjinhos” um pouco mais calmos (e cansados!) que antes do sinal bater.

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Um comentário
  1. Se alguem um dia me der uma oportunidade eu vou virar apresentador infantil tb…beijos meu nome é theo, meu email gilsempreamando@hotmail.com

    bao ate mais

    dialog

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