Por Roberta Ribeiro para Trash 80’s

No carro, pouco antes de ir para o cabeleireiro se arrumar para mais dois shows na Trash 80’s, a musa do setor “retro-rebolativo”, Gretchen, deu as declarações abaixo.


Como você iniciou sua carreira?

Na verdade, eu comecei a minha carreira no colégio Objetivo, no festival de música. E a banda Zaccaro tocava no FICO (Festival Interno do Colégio Objetivo), que era muito famoso aqui. E nesse FICO eu ganhei e eles me contrataram pra ser a crooner da banda e aí eu comecei cantando com a banda do Zaccaro, que era uma banda de baile e de música italiana.


Muitas das músicas do começo de sua carreira são em inglês, espanhol e francês. Por quê?

Porque eles queriam uma cantora que fizesse exatamente esse gênero, porque naquela época da discoteca lançaram uma cantora chamada Charo e ela cantava em inglês e um pouco em espanhol e a gente quis fazer bem no estilo do que ela fazia. Inclusive ela cantava “Dance a Little Bit Closer”. E foi daí que surgiu toda a idéia e por isso minha primeira música chamava “Dance with Me”.


Gretchen, eu descobri uma coisa que não sabia: você é irmã da Sula Miranda…

Não, ela é que é minha irmã, porque ela nasceu depois de mim.


Ela seguiu pela música sertaneja. Nunca pensou em ir por esse caminho também? Como é sua relação com ela?

Minha relação com ela é ótima. Como irmã. Como profissional, realmente, uma não pode entrar no trabalho da outra, porque ela tem um estilo completamente diferente do meu. Ela dança, mas dança menos, ela não faz o gênero que eu faço.


O que acha das novas bandas e cantoras que também tem um toque sensual no repertório?

Eu acho legal. A sensualidade existe em tudo, no dia-a-dia. É uma coisa da mulher, do ser humano. O homem também é muito sensual e tem mais é que ter mesmo. O apelo sempre é esse, é ter um pouco de sensualidade pra chamar a atenção.


Qual o segredo para estar sempre bonita como você?

Eu acho que isso é uma coisa muito interior, é muito do que vem de dentro da pessoa. Porque às vezes você vê uma pessoa que tem um rosto lindo, parece uma pintura e ela não passa nada, é uma beleza morta. Então eu acho que é aquilo que vem de dentro, é uma coisa que eu passo pras pessoas e aí você acaba envolvendo a pessoa a ponto de ela te achar linda. É isso.

Você está com uma nova banda. Como é este novo projeto?

O projeto são músicas de forró e calypso. Mas agora, dentro desse primeiro, passou a existir um novo projeto, chamado Baianidade, que é uma banda de axé também. Não sou cantora da banda, mas é um novo projeto que estudo começar. Enfim, são trabalhos que são diferentes de tudo o que eu fiz, mais por gosto pessoal, mais por vontade de fazer alguma coisa diferente.


Não cansa cantar sempre os mesmo hits? Não tem dias em que você acorda e pensa “eu não quero cantar o ‘Melô do Piripiri’ , eu não quero cantar ‘Conga, Conga, Conga’”?

Com certeza. E tem vezes que eu não tenho vontade de cantar isso e eu me realizo nessa hora em que eu posso cantar as coisas que eu gosto.

O que acha do revival dos anos 80?

Eu acho perfeito. Os anos 80 trazem uma linha melódica muito legal, é por isso que as músicas voltaram. Porque existem muitas músicas descartáveis, mas essa música dos anos 80 vai ficar pra sempre. É a época da discoteca, é a época onde todo mundo se liberou, que podia dançar realmente de qualquer jeito. Porque antes tinha aquela coisa tipo o twist, o samba, tudo você tinha que saber dançar e a música dos anos 80 todo mundo dançava de qualquer jeito, desde que se mexesse, era uma dança.

Como é sua relação com a Trash 80’s? Como é fazer show lá?

Olha, a minha relação com a Trash é de amor eterno, porque desde a primeira vez que me contrataram e que eu fui trabalhar com o pessoal da Trash, sempre houve um carinho muito grande pelo meu trabalho, respeito por mim, um respeito imenso. Então eu amo trabalhar pro pessoal da Trash, amo trabalhar com o pessoal da Trash e amo as pessoas que compõem o staff, porque são pessoas peculiares, diferentes, cada um tem a sua diferença. É muito legal!

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