Eu havia trabalhado como segurança e chefe de segurança em algumas casas noturnas, na região do ABC Paulista. Mudei para São Paulo, pois sabia que a vida noturna era mais próspera aqui.

Aluguei um apartamento na rua da Trash, a Álvaro de Carvalho. No primeiro final de semana, vi aquela fila. E na segunda-feira, primeira semana de junho de 2003, tinha uma placa “Precisa-se de Segurança”. Entreguei meu currículo e fui chamado para trabalhar aos sábados, pois só tinha festa uma vez por semana.

Já no primeiro dia, pensei: que festa é essa?

Muita música que ouvi em minha infância e adolescência. Não tem um tipo único de público, loucura.

E assim a magia também aconteceu comigo.

Com o passar dos dias, transformações aconteceram, começaram as festas nas sextas, quintas e domingos.

O que impressiona é o respeito pregado pela direção da festa, que se estende também aos funcionários e colaboradores. Entendi realmente o que é respeito à diversidade e à opção de cada um e sou completamente apaixonado pela Trash 80′s.

Nesta festa tenho conhecidos, colegas, amigos e verdadeiros irmãos.

Progredi na carreira: de segurança só aos sábados, cheguei a gerente operacional do Caravaggio. Sempre fui apoiado nos momentos mais difíceis, sempre pude contar com o DJ Tonyy e o Eneas Neto. E agradeço a confiança do Marcio Salles.

Posso dizer com toda a certeza, que amo esta festa, trabalho praticamente todos os dias com carinho e dedicação e continuarei assim fazendo. Tenho comigo que a maior recompensa é ver muitos sorrisos e olhos brilhantes, quando os freqüentadores ouvem as músicas tocadas por todos os DJs da Trash.

A Trash 80′s é minha vida e também minha família, já que minha futura esposa (Milena Stockmanns) trabalha nela comigo.

E como diz a musica “A festa nunca vai acabar”.

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