Arquivo do mês: maio 2004

Por Trash 80´s

Talentosa e de uma beleza incontestavelmente exótica, Rosana Fiengo nasceu no bairro paulistano do Brás, em 7 de março de 1962. Cresceu ouvindo músicas sobre grande influência do pai, que tinha um grupo de rock. Seus estilos preferidos eram blues, jazz e rock.

Precoce, começou a tocar teclado ao seis anos de idade incentivada pela tia Eda, que tocava piano. Aos nove anos iniciou a expansão seus dotes musicais aprendendo outros instrumentos, como violão clássico e guitarra. “Toco todos os instrumentos de corda, teclado, piano, faço bases de gravações, gosto muito de poder eu mesma tocar os instrumentos nas músicas que canto. Entender de música além dos vocais dá um toque a mais. Você pode ir além porque sabe que um violão pode chegar até certo tom, isso complementa a beleza da voz”.

Com apenas 13 anos começou a cantar profissionalmente na banda de seu pai, Aldo Fiengo, a “Casanova’s”. A partir de então começaram as viagens com shows e animação de bailes em cidades do interior da capital. “Tive muita influência de meu pai no início porque ele já era músico. Me ensinou a apreciar estilos poucos populares como jazz e blues, mas acabei me tornando uma fascinada por MPB também. Considero como o melhor dos estágios esta minha fase de animação de bailes viajando pelo país. Aprendi demais, foi a base para a cantora que eu estava para ser e não tinha nem idéia”.

Seguiu a carreira fazendo diversos jingles publicitários e backing vocals para cantores renomados. “Gravei com muita gente conhecida. Adorava ver de perto pessoas que eu admirava tanto. Às vezes simplesmente não acreditava que estava fazendo vocais para os cantores que eu via na televisão e ouvia no rádio. A única pessoa com quem sinto não ter gravado foi com meu ídolo maior, Elis Regina. Minha carreira tem muito de inspiração dela”. Rosana teve contato com Elis quando comemorou aniversário de uns 12 anos, ela lembra: “minha mãe, dona Zenaide conseguiu me levar a um ensaio da artista. Foi maravilhoso! Não sabia o que dizer a ela então me agarrei a suas pernas e disse que também era cantora” – se diverte.

Rosana teve participações em vários festivais de MPB, sempre se classificando como melhor intérprete e deixando o público boquiaberto com sua capacidade vocal. Mesmo assim foi rotulada como uma cantora de estilo elitista por cantar ritmos como r&b, jazz e blues e não fez muito sucesso. Em 1981 classificou-se o Festival MPB Shell da TV Globo e, no ano seguinte, assinou contrato com a RCA, mas acabou não lançando nenhum disco. “Eu sempre tive muita autocrítica. As músicas que eu escolhia eram aquelas que eu gostava e eram fora do circuito popular, aquele que vende discos”.

Com o caminho de sua carreira seguindo diferente daquilo que esperava, Rosana ficou em dúvida entre seguir como cantora ou estudar: “Tinha 18 anos e tinha passado no vestibular para psicologia da Gama Filho e era uma coisa que eu queria muito. Aliás, até hoje eu adoro saber sobre coisas relacionadas à psicologia. Tive que optar pelo estudo ou pela música e fiquei muito indecisa, mas acabei escolhendo o que todo o Brasil sabe” – explica.

Mesmo assim, depois de algum tempo tentando fazer decolar a carreira, decidiu se mudar para os Estados Unidos para trabalhar por lá com um grupo de “heavy metal-rock” que havia montado: “Queria ir embora e ver se alguma coisa acontecia lá fora, porque aqui parecia que nunca iria dar em nada. E mais uma coisa: eu estava atravessando uma fase muito confusa. Ecletismo de estilos era o que não me faltava. Por bondade de Deus, minha voz sempre se encaixou em qualquer que fosse o gênero. Amava Janis Joplin e Elis e me julgava capaz de cantar tão bem quando ambas”.

Neste intervalo de preparativos para a ida ao exterior, o sucesso parece ter batido à sua porta por interferência do destino. Por obra do acaso, uma fita demo foi parar na TV Globo com a música “Nem Um Toque”, e foi incluída na trilha sonora de uma novela no horário de maior audiência. A novela era a “Roda de Fogo”, das 20h, e a música tornou-se uma das mais executadas nas rádios daquele ano (1986). Era o lançamento de Rosana como cantora romântica. “Eu nem lembrava que eu tinha gravado a música, acredita? O Max Pierre da Som Livre que me conhecia desde a época dos jingles e backings, acreditava mais em meu sucesso do que eu mesma e me fez gravar “Nem um Toque” em estúdio. Na verdade, a música estava escalada para outra cantora, mas quem gravou fui eu, sem a menor pretensão de nada mesmo”. A canção era tema da personagem interpretada pela atriz Mayara Magri, que era apenas uma das coadjuvantes da história. Apesar disso, ganhou um destaque enorme pelo interesse imediato do público.

Na época Rosana morava em São Paulo com a mãe e o seu pai morava no Rio de Janeiro. “Estava mesmo de partida para o exterior quando o meu pai ligou dizendo que a música estava estourada nas rádios do Rio. Ele me disse para ficar que aquele seria o momento de começar definitivamente minha carreira. Ouvi e fiquei, ele estava certo”.

A busca do sucesso em terras estrangeiras ficou para trás naquele momento. Rosana ficou no Brasil e se tornou em pouco tempo uma das mais aclamadas cantoras pop da década de 80. “Cair do anonimato direto para um dos hits mais executados em rádios foi muito pra mim. Eu não sabia como agir, não sabia o certo que rumo estava tomando a minha vida, mas só sei dizer que eu estava adorando tudo aquilo”.

O título de grande cantora se confirmou aos 25 anos com o sucesso seguinte: “O Amor e o Poder”. A música foi mais uma trilha de novela em horário nobre, desta vez era tema dos personagens principais, Vera Fischer e Nuno Leal Maia, na novela Mandala de 1987. O verso “como uma deusa” foi cantado pelos quatro cantos do país. Virou a música mais tocada em todas as rádios e Rosana passou a participar de todos os programas de auditório, aclamada pelo público que cantava junto com ela cada palavra da canção. “Toda vez era uma emoção única, nunca pensei em sucesso queria apenas cantar porque era a minha verdadeira paixão”.

A “deusa” de “O amor e o Poder” é associada até hoje à figura de Rosana. Era assim que o grande público a chamava e a chama até hoje. Basta lembrar da potente e inigualável voz de Rosana Fiengo, facilmente adequada a qualquer timbre, ritmo e estilo, que mesmo afastada da mídia retorna à memória dos brasileiros automaticamente.

Foram 10 discos, 14 trilhas de novela, dezenas de prêmios, viagens e turnês por vários países. “Eu saí da mídia, mas nunca parei com os shows. Viajei bastante, amadureci muito, tive um filho! Como a vida muda depois da maternidade! Hoje o David tem 6 anos e me acompanha pra onde vou. A carreira de cantora que estava 3 dias por semana no programa da Xuxa ficou pra trás”. Sente falta do assédio do público? “Sinto. Aliás, é uma das poucas coisas que sinto falta. Fui eu que optei por me manter mais distante dos holofotes mesmo continuando minha carreira com shows até mesmo fora do país. Sabe, na época que o sucesso está acontecendo a gente nem se dá conta! Não aproveita nada, não vê o tempo passar, simplesmente acontece”.

Atualmente os projetos são muitos: “Em primeira mão, hein? Tenho um projeto de programa na televisão. Só não posso revelar em qual emissora ainda. Vou fazer um programa de artes plásticas. Ninguém iria acreditar, né? A Rosana suja de tinta ensinando a pintar!” – brinca a cantora. “Também vou participar de um festival de música internacional em Barcelona, estou ansiosa e feliz”.

“Na Trash 80’s? Queria fazer uma grande brincadeira na minha apresentação! Imagina que legal se enquanto eu cantasse tivesse uma drag fazendo uma performance bem exagerada junto comigo? Nossa, seria expetacular!” – se diverte.

OBS: Se Rosana mudou com o passar do tempo foi para melhor. A qualidade da voz da artista até assusta, pois flui com uma naturalidade absurda. Sai firme, forte, perfeita. Durante o ensaio para o show que fez em um bar no bairro de Higienópolis, em São Paulo, a cantora deu um espetáculo. Tentar fotografá-la foi algo quase impossível. Metódica, não parava um segundo quieta enquanto o som não estivesse totalmente da maneira que desejava. David, o filhinho de 6 anos, canta do começo ao fim todas as músicas da mãe e sente orgulho. Ver de perto a “deusa” foi algo que esperava há tempos, desde os inesquecíveis “Globos de Ouro” e prêmios Sharp, que venceu por tantas vezes.

Em maio a Trash 80’s comemora dois anos com o divertido mundo dos cartoons e muitas surpresas. Confira a programação:

1/5 – Etérnia é aqui!
Performance: O tórrido romance de She-ra e He-Man
Todos torciam pelos irmãos que moravam em mundos diferentes e vibravam quando os dois apareciam no mesmo episódio lutando contra os vilões – o que era raríssimo. A Trash 80’s revive a antiga satisfação que as crianças tinham de ver os irmãos juntos e revela um lado dos gêmeos que ninguém sabe até hoje.

6/5 – Trash d’Hotel
DJ convidado: André Fischer
André Fischer, um dos idealizadores do polêmico Festival Mix Brasil e que já esteve várias vezes com a Trash 80’s trazendo o festival de curtas do Trash-O-Rama, complementa a festa kitsch da noite no comando da cabine de som do velho e glamuroso Bar d’Hotel.

7/5 – Sexta Trash Ursinhos Carinhosos
DJs convidados: Fabião e Rogério Munhoz
Performance: Ursinho Pavarotti por Dannilu
Coisinhas felpudas e coloridas. Eles combatiam o mal e ajudavam os seres humanos a entenderem seus sentimentos. Tristeza, falta de motivação? Confira na Trash 80’s que os ursinhos pra lá de carinhosos Fabião e Rogério Munhoz são os DJs especialmente convidados para festa.

8/5 – Criaturas Trash
Performance: Smurftrashers
A década de 80 estava abarrotada de criaturinhas esquisitas. Snorks, aqueles “peixes” estranhos que viviam no fundo mar, Ewoks, os peludos alienígenas e é claro os Smurfs, as criaturinhas azuis. No palquinho, os trashers aprontarão um revival com uma performance pra lá de caricata.

13/5 – Trash d’Hotel Especial – Aniversário
Show: Gizele “Madonninha” Silveira
DJ convidado: Mauro Borges
A Trash 80’s inicia as comemorações de seu aniversário exatamente onde tudo surgiu: o Hotel Cambridge. Há dois anos, a festinha de amigos sem nenhuma pretensão começou a fazer história. Para começar a cantar os parabéns, tem a “Madonninha Capixaba” e o Dj Mauro Borges animando a noitada.

14/5 – Sexta Ao Vivo Especial Aniversário
Massita & Uras convidam Genghis Khan
Aniversário da Trash sem esses dois seria impossível. Eles já viraram quase que uma marca registrada da festa. Desta vez, além de todas as coisas que aprontam freqüentemente, convidam para o palco nada mais, nada menos que Leo Jaime e Genghis Khan. Eles também já se apresentaram no cortiço e sabem o que os aguarda.

15/5 – Sábado Especial Aniversário
Show surpresa
Aniversário da Trash 80’s é quase um carnaval. Três dias de comemorações pelos dois anos de sucesso da festa que mudou o conceito de diversão da cidade de São Paulo. Apesar de ser uma festa com os sucessos dos anos 80, nada de nostalgia, diversão é o que interessa!

20/5 – Trash d’Hotel
DJ convidado: Camilo Rocha
DJ, produtor musical, jornalista e expert em música eletrônica, Camilo Rocha vai dar o ar de sua graça na Trash d’Hotel nesta noite. No case do requisitado DJ, muitas surpresas e a garantia de que ninguém parar de dançar.

21/5 – Sexta Trash Vilões
DJ convidado: Zeezo
Os desenhos animados não teriam a mesma graça sem os vilões. Eles querem conquistar o universo, ter poderes infinitos e destruir de uma vez por todas quem atravesse seus caminhos e ouse impedi-los dos malignos planos. Bem aqui no reino da Trash 80’s tudo pode acontecer. No comando do som, tem o perverso Zeezo em seus 40 minutos de fama.

22/5 – Trash Meiguice
Performance: Moranguinho e seus amigos
DJ convidado e pocket show: Léo Jaime
Desenhos meiguinhos, em reinos encantados, com personagens bonitinhos e de roupinhas coloridas, que lutam pelo bem e só falam de paz e amor. Moranguinho e sua turma encabeçam a lista do gênero. Coloque brilho nos lábios sabor morango ou o que preferir, capriche no gloss como sombra nos olhos e caia na meiguisse da Trash 80’s.

27/5 – Trash d’Hotel
DJ convidado: William Atum
A Trash d’Hotel traz como convidado o DJ William Atum, um dos idealizadores da animada festa Horny Bunny. O electro versus os sintetizadores e efeitos sonoros utilizados na década de 80 vão estar na pista.

28/5 – Sexta Thash Indie Bloggers & Floggers
DJs convidados: Olivia e Edu Silva
Performance: Jem e as Hologramas
Apesar de homenagear os adeptos amantes das comodidades que a informática proporciona, os DJ’s convidados Olívia e Edu vão trazer o lado da música alternativa da década para a Trash. Pegando carona no set da dupla, uma performance super divertida do desenho Jem e as Hologramas, a banda de rock mais maluca e divertida dos cartoons.

29/5 – Super-Heróis Trash
Lançamento do clipe do Rafinha
Perfomance: Jaspion vs Spectreman
Não tem como escolher errado o seu super-herói. Todos os mocinhos dos cartoons se encontrarão aqui. O caricato Rafinha também preparou mais um de seus imperdíveis clipes super produzidos em estúdios e promete animar a todos. Procure por onde anda aquela fantasia de herói esquecida e liberte também seus super-poderes.