Por Trash 80´s

Todas as pessoas que viveram a infância e o início da adolescência (ou até mesmo a vida adulta – por que não?) nos anos 80 lembram-se perfeitamente dos desenhos animados que lhes alegravam os dias. O curioso: do que a maioria das pessoas mais se recorda até hoje é exatamente dos vilões desses desenhos. Afinal de contas eram eles que deixavam a história mais interessante, fazendo com que ninguém conseguisse desgrudar os olhos da tela com as tramas que armavam para conquistar o mundo ou alguma rivalidade tola, mas que na época era o máximo. Existiam aqueles que eram totalmente odiados, mas havia outros que conquistavam a simpatia do público a ponto de que a torcida fosse dirigida totalmente a eles, enquanto os mocinhos do desenho pareciam se tornar apenas os coadjuvantes.
Os mocinhos eram sempre os bonzinhos, legais, cheios de caráter, com voz meiga, se mulher, ou máscula ou engraçada se homem (dependendo do estilo do desenho). Mas os personagens centrais deste texto serão sim os vilões. Os mocinhos vão ficar para uma parte II. Vamos então a uma seqüência por ordem de importância dos vilões que mais “aterrorizavam” as telas na década perdida. Aliás, alguns ainda estão por aí sendo reprisados infinitamente.

O Vingador – A Caverna do Dragão – Tudo começa durante um passeio no novo parque de diversões da cidade. Um grupo de crianças resolve entrar em um novo brinquedo chamado Caverna do Dragão (Dungeons and Dragons), uma espécie de trem fantasma. O problema é que o brinquedo é na verdade uma passagem interdimensional que leva os garotos a um mundo onde existem guerreiros, dragões, magos, etc. Pois bem, chegando lá o Vingador atormentou a vida de Diana, Sheila, Erick, Presto, Bobby, Hank e Uni e os impedia de todas as formas de voltarem para seus lares. Não adiantava torcer: quando finalmente apareceria o sonhado portal que os levaria de volta, eles nunca conseguiam. Tudo culpa do Vingador.
Nada mais terrível que aquele ser – “ser” porque até hoje não é identificável em que forma humana, animal, ou sobrenatural, o personagem se encaixava. Ele tinha dentes pontiagudos e usava uma capa vermelha, mas não poderia ser considerado um vampiro – nunca o vimos temendo água benta ou estacas. Possuía chifres, aliás apenas um, mas não se enquadrava exatamente no estereótipo de um demônio – ele não carregava garfos vermelhos pontiagudos. Voava em um cavalo negro com olhos vermelhos fumegantes. Sua voz, era a do mesmo ator que dublava o personagem Scooby Doo, só que com uma entonação aterrorizante – irônico não?

Mumm-Ra – Thundercats – “Antigos Espíritos do Mal, transformem esta forma decadente em Mumm-Ra, o ser eternoooooooo!!”. E a mágica acontecia, a múmia caquética se transformava em uma coisa mais asquerosa ainda. Quando ele falava ficavam fios de babas brancas na boca do infeliz – coisa mais feia e nojenta. Daí, transformado, ele ameaçava os seres que eram meio humanos e meio felinos que deixaram seu planeta de origem porque ele estava instável e ia explodir (nada de Krypton, ok? Era Thundera)! Os gatinhos foram parar no chamado “Terceiro Mundo” (nada de Brasil, ok?). Eram eles Lion, Panthro, Cheetara, Tygra, Wily-Kitt, Wili-Katt e Snarf – aquele gato mala que tinha uma voz irritante.
Então: a múmia chata, em vez de cuidar da própria vida, vivia querendo destruir os gatinhos que viviam na Toca do Gato. Lion, o líder, sempre dava um jeitinho de salvar a todos com a mais que batida frase do desenho “Thunder! Thunder! Thundercats!” E a espada do rapaz crescia. Era espada mesmo, galera, não sejam maliciosos. Daí ele tinha a tal visão além do alcance.
Mas como o assunto aqui é vilão e não mocinhos, além do gosmento Mumm-Ra, tinha também os seus aliados: Escamoso, Chacal, Simiano e Abutre. Na verdade eles eram uns patetas e sempre acabavam se dando mal e levando umas bordoadas da múmia caindo aos pedaços.

Esqueleto – He-Man – Um reino, um castelo, o rei, a rainha e o herdeiro do trono. Uma chatice, né? Chatice nada. Sempre tem um vilão que quer roubar este reino tranqüilo, cheio de florzinhas com fadinhas voando e transformá-lo em um mar de lama, areia movediça e em escuridão dia e noite. No caso de Etérnia, o tal reino em questão, existia um príncipe muito do babaca que se chamava Adam. Ele vestia uma blusa cor de rosa e vagava pelo castelo de Grayskull bocejando para desgosto de seus pais. Mal eles sabiam que o moço se transformava em “He-Man” quando gritava: “Pelos poderes de Grayskull!! Eu tenho a Forçaaaaa!!”. Daí tudo mudava, ele ficava musculoso, a voz ficava máscula (mais uma vez o dublador de Scooby Doo e Vingador mostrava seus talentos: o nome do ator era Garcia Júnior) e se tornava o objeto de desejo de todo reino.
Seu inimigo, era o Esqueleto. O Esqueleto era uma criatura patética, totalmente patética. A voz dele era caricata, a risada fazia todo mundo achá-lo uma piada – as crianças da época passavam os dias imitando aquela risadinha ridícula para o desespero das pobres mães. Mas bem, vamos retornar ao que interessa. Esqueleto, aquela coisa horrorosa de cara amarela, queria porque queria de todas as formas tomar o castelo e os poderes de Grayskull. Tinha também seus aliados inúteis que mais o atrapalhavam do que outra coisa: Lacaio, Maligna, Homem Fera e Aquático (aquele homem peixe que vivia fazendo um barulhinho sem graça “BLLLLGGGGGG!!!”). Ele seguiu tentando, claro! Vilão que é vilão não desiste assim tão fácil. Mas He-Man e o Gato Guerreiro sempre estavam a postos para impedir suas maldades.

Hordack – She-Ra – He-Man fez sucesso. Logo trataram de expandir o desenho inventando uma irmã gêmea para o rapaz. Esta era She-Ra. Foi raptada ainda bebê pelo terrível Hordack e levada para outro reino: Etéria. Bem esse povo não tinha muita imaginação mesmo: Etérnia, Etéria – putz, não poderiam pelo menos inventar algo um pouco diferente? Tá, tudo bem, isso não vem ao caso. Nos dias normais ela era simplesmente Adoria, mas quando a coisa ficava feia, exatamente como o irmãozinho, ela empunhava sua espada e gritava: “Pela honra de Grayskull” e seu cavalo Espírito virava Ventania. Igualzinho como o tigre chamado Pacato, de seu irmão Adam, que se transformava em Gato Guerreiro – quanta cópia! O vilão Hordack e seus soldados da Horda, senhores de Etéria, pretendiam conquistar o Castelo de Cristal onde a moça morava. Hordack era uma cópia mais fashion de Esqueleto, tinha a cara branca cheia de ossos e usava uma roupinha produzida cheia de pontas e um morcegão desenhado no peito. Ele se achava o tal. Nunca chegou nem perto do tal Castelo. Uma pena. A She-Ra era uma metida.

Gargamel – Os Smurfs – Os Smurfs eram um grupo de duendes pequeninos azuis que usavam gorrinhos brancos e viviam em uma floresta mágica. A casa das coisinhas eram uns cogumelos bonitinhos vermelhos de pintinhas brancas. Na época isso virou um auê, porque toda criança que via um cogumelo achava que a planta era do bem e que poderiam comer todos que encontrassem pelo caminho. Até que entendessem que desenho era mentirinha, um monte de crianças foi parar no hospital por causa dos Smurfs. Por isso que o vilão do desenho, o Gargamel, nem era tão vilão assim. Tudo o que ele almejava era encontrar a floresta encantada onde viviam as criaturinhas azuis e matar a todos em uma poção mágica. Ele acreditava que tendo os Smurfs como ingrediente principal todos os seus terríveis planos de conquistar o mundo e essas aspirações que todo malvado de desenho tem, seriam concretizadas. Tentativas em vão. Quando o mago Gargamel e seu gato Cruel conseguiam capturar algum azulzinho, Papai Smurf, Gênio, Smurfete e os restantes sempre davam um jeito de resgatá-lo das mãos do vilão.

Diabolim – Cavalo de Fogo – Bem, resumidamente a vilã deste desenho queria ser rainha. Almejava isso com todas as suas forças. A coitada era feia de morrer, tinha uma cara quadrada pior a que a ex-ministra da era Collor Zélia Cardoso de Mello e só tinha um vestido longo preto estilo Mortícia Adams. Fazia de tudo para que uma menina a quem ela chamava de enxerida e intrometida que se chamava Sarah sumisse de seu caminho e a deixasse livre para realizar seus sonhos. Sarah morava no mundo dos mortais mas de vez em quando dava umas bandas lá no reino mágico onde Diabolim morava. Lá ela era a princesa Sarah e tinha como seu maior aliado o Cavalo de Fogo. O Cavalo falava, voava, lutava – era uma coisa absurda. Diabolim queria o poder que Sarah tinha em um amuleto o que a tornaria rainha. Mas a coitada e seus espectros sempre se davam mal.

Gostou? Veja também:
Comente no Facebook
Comente