Por Ligia Helena e Roberta Ribeiro para Trash 80′s

Nas décadas passadas imaginava-se que só o governo e suas instituições tinham o dever de tomar providências para diminuir problemas sociais. A partir da década de 80, a chegada de um grande número de multinacionais ao país, trouxe à tona um termo até então pouco conhecido por aqui: responsabilidade social.

Além de trazer para o Brasil seus produtos, serviços e sua tecnologia, as multinacionais trouxeram projetos sociais e a evidente preocupação com o bem-estar dos cidadãos, até como forma de publicidade gratuita. A idéia de quem poderia contribuir para uma sociedade mais igualitária começou a se modificar.

Nos últimos anos, a tal “responsabilidade social” está em voga. Mas ainda é muito comum que a maioria das pessoas pensem que o termo serve apenas para empresas. Porém ser responsável e solidário é dever de todos os cidadãos conscientes. Somente responsabilidade, solidariedade e a união de todos são capazes de trazer uma vida digna a quem não tem recursos.

A Trash 80’s, consciente de que seu papel pode ir muito além de oferecer diversão para centenas de pessoas todos os finais de semana, sempre procurou ajudar quem precisa. A primeira ação beneficente dentro da festa aconteceu em junho de 2003, por iniciativa de um grupo de freqüentadores. A PRAIDS, instituição que cuida de pessoas soropositivas, foi beneficiada com doações arrecadadas durante a noite.

O sucesso da primeira iniciativa motivou os “trashers” a procurarem a organização da festa para fazer uma noite dedicada a filantropia. Foi criada a Trash Benê, em outubro de 2003, quando a entidade beneficiada foi Casa de Apoio Brenda Lee, que acolhe travestis, muitos deles soropositivos.

Em 2004 a Benê, como é carinhosamente chamada, passou a ser mensal. Ao invés das doações se restringirem ao dia do evento, todos podem colaborar durante todo o mês. No final, uma grande festa reúne todo mundo que colaborou, e todo o dinheiro arrecadado com a bilheteria é doado para a instituição escolhida.

Todas as edições contaram com artistas como Eduardo Luke, Massita e Uras, Evandro “Locomia” e as trupes teatrais Paetê no Patê e Deboshow, além do staff completo dos DJs da Trash. Além disso os trashers participam ativamente, colaborando com doações ou mesmo fazendo performances.

Em 28 de novembro acontece a quarta edição da festa. Desta vez, toda a verba arrecadada com a entrada da Benê será doada para o Instituto Vida Nova. Durante todo o mês, também serão recebidas doações tanto na festa quanto no escritório (veja lista completa em www.trash80s.com.br/trashbene). Ajude e divirta-se! Contribuir colocará um sorriso no rosto de muitas pessoas. E no seu também!

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