No meio do ano passado, um amigo – Júnior (Ice) – começou a freqüentar uma festa chamada Trash 80′s. Eu que pouco saía de casa, já que estava namorando na época, fiquei imaginando como seria, já que há tempos gostaria de ir a algum lugar diferente e que rolasse 80′s.

Ele começou a ir quase toda semana e eu não entendia o porquê, já que para mim era muito estranho ir para um mesmo lugar sempre, por mais legal que fosse. A essa altura eu já havia passeado por alguns fotologs de freqüentadores do lugar. Incrível como todos tinham o mesmo hábito, também iam quase todo fim de semana para lá. Além disso os flogs dessas pessoas eram (e ainda são) quase que totalmente constituídos por fotos tiradas na festa Trash 80′s. Ficava a pergunta: o que aquela festa tinha de tão especial?

Depois de muito tempo surgiu uma oportunidade em que realmente eu poderia ir, pois já havia combinado outras vezes, porém nunca dava certo. Dia 17 de outubro, Pop Trash New Wave com Kid Vinil, também aniversário de uma certa Juliana Farano. Finalmente eu iria conhecer a tão falada Trash, mas fui com um pé atrás, já que não conhecia ninguém e minha noite poderia acabar como tantas outras – me arrependendo por ter saído e não ter ficado em casa assistido filme.

Quando comecei a ouvir a trilha de Thundercats, logo na entrada, comecei a dar risada sozinho. Achei algo único, aquela música que eu não ouvia há muitos anos era demais para mim, tudo embalado pelo homem que eu havia visto no fotolog fantasiado de He-Man na mesma festa dias antes. A animação de Janeyde logo na porta, as músicas infantis, o gosto de subir no palquinho e dançar como nunca estas mesmas músicas, a tequila no mezzanino (hora de surtar), as pessoas que eu havia conhecido aquela noite são alguns dos motivos que tornaram aquela noite mágica, sem dúvida. Lembro do Júnior me dizer que aquela noite prometia, e realmente foi isso mesmo que aconteceu. Eu não parava de falar mais de lá para todos os meus amigos, claro que queria voltar.

Engraçado como ao lembrar de tudo isso, comecei a ver novamente as fotos daquela minha 1ª Trash, e sem dúvida foi um momento muito especial para mim. Por mais que isso pareça um clichê, não tenho outras palavras para descrever o que senti e ainda sinto sobre esse lugar, só sabe quem freqüenta mesmo, já que os “normais” não conseguem entender porque vamos tantas vezes lá, mas tudo bem, pois eu também não entendia.

Como uma propaganda de algum produto das Organizações Tabajara, posso falar que minha vida mudou. Fotologs, blogs, Charm, churrascos do mal, lista de e-mails para ver que horas ia ser o esquenta antes da “Tréxi”, como diz o Medina. Tudo com o pessoal que havia conhecido na festa. No escritório os meus colegas de trabalho passaram a me olhar estranho, já que sempre estou escutando alguma música infantil ou aquela em que dizem: “Nossa, essa é velha, hein?”

Em abril a mesma sensação na minha 1ª Trash D’Hotel no dia do meu aniversário, diga-se de passagem que foi melhor aniversário que já tive, pois o clima “noir” do hotel, com as mesmas pessoas que iam ao Caravaggio foi sensacional. Comemorei esse dia, no final de semana anterior e no posterior ao dia do meu aniversário, todos na festa. Ouvir “Oh’Lamour” do Erasure e “Domino Dancing” dos Pet Shop Boys desde então, é um motivo de relembrar a mais pura alegria, já que essas músicas tiveram um significado marcante para mim.

Resumindo minha história na Trash: Foi tudo uma coisa meio Studio 54 como diria meu amigo Ice. Nos sentimos os próprios garotos vindos da cidade pequena New Jersey – São Caetano, indo para a festa mais legal e que marcará uma época de nossas vidas. Ou melhor, festa não, e sim Terra do Nunca (melhor definição).

Artistas favoritos:

Balão Mágico – Pelo número de hits e pela letra de “Lindo Balão Azul”

Pet Shop Boys – “É um pecado” não gostar

Erasure – “Oh’Lamour” e “A Little Respect” eu tenho que ouvir no mínimo uma vez por dia

Músicas:
“Companheiro” – Pelas coreografias impagáveis no palquinho. Nem a axé music tem coreografia melhor
“Vamos A La Playa” – A batida mais característica 80′s, na introdução
“Tremendo” – Porque eu nem preciso dizer

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