Cena 1:
Rafinha, apresentador da ALLTV, recebe a ligação de um japonês maluco. Ele havia se apresentado ao lado de um sujeito peludo em seu programa.
- Hey Rafinha, vamos na TRASH?
- Como assim Trash? Eu sou trash e não sei de nada!
- É uma festa super legal que toca Dominó, Menudos, Mara Maravilha e o povo se esbalda.

Aquele meu papo com o Massita, da dupla Massita e Uras, parecia surreal. Em 2002, eu havia feito uma festa com estas músicas em Porto Alegre (quando ainda morava lá) e quase fui linchado da boate.

Eu não conseguia imaginar que este tipo de som poderia agradar mais do que 15 cabecinhas insanas espalhadas por aí. Aceitei o convite e fui conferir a bagaça.

Antes mesmo de entrar no Caravaggio, senti que algo de podre havia no reino da Dinamarca: Aquele lugar não me parecia normal.

Uma traveca espalhafatosa, e cheia de amor pra dar, insistia em me chamar de Luciano Zafir, que loucura! Apesar de não concordar com a semelhança (ele é árabe e eu judeu), notei que aquela não era mais uma das sacais baladinhas paulistas (a pegadinha intimidante que a Janeyde deu no meu gow-gow, eu desconsidero).

A festa era realmente sensacional. Aquele clima maluco de flashback tinha a minha cara, afinal, eu já vinha fazendo clipes insanos de músicas dos anos 80 há mais de dois anos. Fiquei emocionado e confortado ao ver centenas de pessoas chacoalhando o esqueleto com “Companheiro”, “Locomia” e “Passarinho Quer Dançar”. Emocionado porque aquilo era tudo o que eu sempre quis de uma balada e confortado porque pude abandonar o meu tratamento psiquiátrico… Vi que eu não era louco, aquele era um comportamento normal, uma vontade atingível, um gosto nem tão excêntrico assim.

Cena 2:
Um ser humano magérrimo de cavanhaque estranhíssimo se aproxima da minha pessoa:
- Hey, você é o Rafinha? O cara que fez aquela animação da Pamonha?
Eu, um pouco amedrontado pelo visual da figura, respondi:
- Sim… tu já viu?
O ser não diz nada, apenas se ajoelha à meus pés em sinal de reverência. Ele levanta e profere:
- MESTRE!
E vai embora.
Foi assim que conheci o Sr. Tonny, um dos idealizadores da maluquice

Senti, já na minha primeira ida a festa, que aquela atmosfera combinava comigo. O sentimento se confirmou alguns meses depois. Em mais um show da dupla Massita & Uras, foi exibido um clipe da Página do Rafinha (meu site de humor do Terra). O povo aprovou… Resultado: Fui integrado a equipe que faz esta a mais divertida festa de São Paulo. Estamos preparando os vídeos das apresentações no palquinho. Aguardeeeeeeeeem!

Você já deve ter me visto em alguma “Deformance”. Já fui um David Bowie meio esquisito, uma She-ra ninfomaníaca, Uma Dancing Queen poderosíssima e até Smurfete hiper-peituda (completamente surrada por um Medina em transe).

Obrigado a força de todos: Janeyde, Tukinha, Márcio, Chiara, Cris, Medina, Dannillu, Edu Silva, Wander, Tati Rocha, Rico, Alisson, Spaca, Léo… Rick, Rob, Charlie, Rey, todo mundooooo!

Até mais tchê! Nos encontramos na Alvaro de Carvalho!

PS: Falando em anos 80… Será que a Estrela Brinquedos se baseou no Enéas pra criar o Falcon?

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