“Para ser trasher da semana, basta estar lá!” Adorei saber disso ao receber a mensagem do DJ Eneas. Muita gente já sabe como aconteceu o caso de amor e envolvimento vicioso entre Paulinha e Trash 80’s. Mas vou contar mesmo assim, aí vai:

Há 12 anos moro em São Paulo, e eu nunca tinha passado um carnaval na cidade. Mas neste ano eu resolvi ficar por aqui. Todo mundo foi viajar, São Paulo ficou vazia, e os convites que eu recebia eram para ir para clubes ou lugares com muito axé e pagode. Isso nunca foi a minha cara.

Comecei a procurar alternativas, até que encontrei o site da Trash. Acessei a rádio do site, e me empolguei de tal maneira que movi mundos para ir à festa. Horas depois, lá estávamos eu e uma amiga na fila.

Logo que entrei estava tocando nada mais nada menos que “Sandra Rosa Madalena”. Já pirei e senti que aquele era o meu lugar. O set estava perfeito, dancei tanto, cantei tanto, fiquei tão feliz quando ouvi as músicas de quando eu era criança tocando em uma “balada”…

De cara conheci uma figura que quase me derrubou quando me puxou para dançar lambada. Era o Paulete (Paulo Conegero), que me arrastou para o palquinho. Não tive condições nem de olhar pros lados, ficamos ligados no 220V.

Caí na farra em estilo “Vai Moreira!”, como diria o DJ Tonyy. Saí de lá achando tudo lindo, todos simpáticos e querendo MUITO ficar. A festa tinha acabado, mas a promessa de voltar sempre foi cumprida.

Fui na semana seguinte, na outra, na outra, no Mercado Central… a cada dia fui conhecendo mais pessoas, fazendo amizades. Estas se estenderam além da Trash: aconteceu uma verdadeira invasão de floggers na minha vida. E assim fui me viciando e me apaixonando por esse lugar. Lá me sinto em um mundo de fantasias onde quase tudo é possível!

A paixão foi instantânea, assim como os ciúmes de certas pessoas, que sempre me perguntam como eu não enjôo de ir toda semana para o mesmo lugar. É o clima que só quem está lá entende como é… realmente é inexplicável!

Eu não tive um amigo que freqüentava e me levou para a Trash. Fui no escuro, sem saber onde estava me metendo. Hoje, qualquer comemoração que eu faça, sei bem onde fazer a farra. E sempre que aparece alguém diferente é para a Trash que eu levo. Nunca tive reclamações. Afinal, lá me sinto em casa. E fico doente quando passo uma semana sem dar as caras.

Amo MUITO esse lugar, amo muito os idealizadores e sou MEGA feliz me jogando nessa festa. Bendita hora que caí no cortiço.

Tudo fica mais completo quando escuto: “Isso é Tremendo”, que dispensa comentários, “Dancing Queen”, que me traz muitas lembranças, “Automatic Lover”, “A Little Respect”, “French Kiss” (e seu trenzinho), “Wuthering Heights” e o meu ídolo Sidney Magal.

Isso sem contar as surpresas que sempre acontecem no palquinho, o inesquecível “Ovula!” e os micos que a Super Janeyyde me faz pagar na porta. Tem como não amar a Trash?!

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