Por Ligia Helena para Trash 80′s

Se a televisão exerce mesmo influência sobre as pessoas, os homens dos anos 80 estavam bem servidos de exemplos para seguir. As séries de TV da época eram repletas de homens másculos, corajosos e poderosos que faziam o maior sucesso.

Se você pensou no Magnum e no Macgyver, acertou na mosca. Eles são realmente os exemplares mais representativos do universo televisivo dos anos 80. Mas o Brasil também teve os seus machos na TV. Quem não lembra da dupla Juba e Lula?

Magnum: camisas floridas e o bigode inconfundível eram as marcas registradas do personagem. Thomas Sullivan Magnum (Tom Selleck) era um veterano de guerra e investigador particular, responsável pela segurança de uma mansão no Havaí.
Quando não estava tentando driblar o competente supervisor da mansão, Higgins, e seus cães Zeus e Apolo, Magnum certamente estava envolvido com algum caso intrigante ou com alguma bela mulher.
A série somava paisagens paradisíacas a humor, mulheres, carros e ação. Era a fórmula perfeita para garantir a audiência masculina. Assim foi de 1980 até 1988, quando a história chegou ao fim.
Uma curiosidade a respeito da série é que Tom Selleck havia sido cotado para interpretar Indiana Jones no cinema. O contrato de Magnum não permitiu que ele aceitasse o papel, e só então Harrison Ford foi convidado.

Macgyver: suponhamos que um belo dia você esteja comendo uma barra de chocolate, tranqüilamente, quando percebe um vazamento de ácido que pode ser extremamente danoso para a saúde de centenas de pessoas. Ficou sem saber o que fazer? Pois se fosse o Macgyver, já teria detido o vazamento. Como? Com a barra de chocolate, ora!
Não é brincadeira: Angus Macgyver (Richard Dean Anderson) era capaz de desarmar uma bomba com um chiclete e um grampo de cabelo. Ele abria uma fechadura com um pedaço de fio de nylon. Ele sim era poderoso.
Agente da Fundação Phoenix, entidade que dedicava todo seu tempo ao combate do mal, sua principal característica era o improviso. Claro que não era fácil chegar até o desfecho: muita tensão – por parte dos telespectadores – e suor – por parte do MacGyver – eram gastos até o último minuto, quando ele solucionava o problema, qualquer que fosse. O que pouca gente sabe é que grande parte das invenções do herói tinham embasamento científico. Havia um consultor na Califórnia que indicava as melhores maneiras de se safar de situações-limite com objetos prosaicos. Mas não adianta tentar, você não vai conseguir abrir um cadeado com uma tampa de caneta.

Juba & Lula: protagonistas da série mais adorada pelos jovens brasileiros dos anos 80, a dupla passava os dias surfando e se metendo em confusão em companhia da jornalista Zelda Scott e do menino Bacana.
Juba (Kadu Moliterno) e Lula (André de Biase) tinham uma empresa de prestação de serviços chamada Armação Ilimitada. Por conta do trabalho, envolviam-se com os mais diversos esportes radicais. Além do surfe, praticavam vôo livre, pesca submarina, motocross…
A série foi inovadora em diversos aspectos técnicos e revolucionou a maneira de fazer televisão no Brasil. Mas interessante mesmo é observar que apesar de conter os mesmos elementos que consagraram MacGyver e Magnum – aventura, improviso, belas paisagens, humor – em um ponto Armação Ilimitada foi absolutamente inovadora. Enquanto nos seriados estrangeiros os heróis viviam com belas mulheres aos seus pés, Juba e Lula dividiam o amor de Zelda Scott. Ela namorava os dois. Os três moravam juntos. Macho que é macho topa essas coisas? Em Armação Ilimitada, topava sim.

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