“Uma balada onde a noite inteira fica rolando somente música trash dos nos 80?”. Quando me contaram como funcionava mais ou menos o esquema dentro da Trash 80’s, confesso que fiquei um tanto quanto receoso para pisar lá pela primeira vez. Na verdade por mais que tentassem me dar detalhes e mandar fotos sobre a festa, eu não conseguia entender direito como era o lugar, só tinha algumas idéias abstratas. Mas a melhor solução para esse tipo de caso é sem dúvidas conhecer o lugar e tirar suas próprias conclusões.

E foi exatamente isso que eu resolvi fazer numa noite qualquer de junho de 2003. Eu me encontrei com três amigos num bar e começamos a beber, até que lá para as 23:00 um deles sugeriu que fossemos para a Trash, já que ele já conhecia a festa. Eu e meus amigos, já devidamente alcoolizados e ludibriáveis, resolvemos aceitar a proposta.

Chegando lá, logo na fila, uma drag queen se aproxima de nós e começa a fazer brincadeiras com a gente. Nesse momento já percebi que não se tratava de mais uma balada comum de São Paulo, e que se fora da casa era daquele jeito, imagine lá dentro…

Quando entramos fomos logo pegando as bebidas e dançando as pérolas que emergiam do nada. A cada música eu me empolgava mais ainda, não entendia como era possível (e como era bom) tocarem músicas que nem em festa de criança tocavam mais. Acho que naquele momento até senti um pouco de remorso por não ter conhecido aquela festa maravilhosa antes.

Ao final da noite, acabado de tanto dançar e me divertir, falei para os meus amigos “Semana que vem estarei aqui com certeza”. E assim tem sido há um ano e meio.

Como gosto de estar sempre rodeado pelos meus amigos, desde então falo sempre da Trash para todos, tento convencê-los a ir lá, e já persuadi muitos. As pessoas nem me perguntam mais se eu vou para a balada, elas perguntam se no final de semana irei para a Trash.

O mais fantástico da Trash 80’s é sem dúvida nenhuma as pessoas que freqüentam a festa, afinal de contas isso é a alma de qualquer ambiente. São divertidas, desencanadas, despojadas e bem resolvidas. E tudo isso somado ao maravilhoso arsenal dos DJ’s da casa fez com que eu me apaixonasse pela festa e me tornasse cativo.

E com relação ás músicas que rolam na Trash, eu gosto de quase tudo o que toca lá, mas não nego que tenho preferência pelas infantis e pop-rock nacional, e pelo pop-dance gringo. As minhas favoritas são: “A Little Respect” do Erasure, “Ciúmes” do Ultraje a Rigor, “Dancing Queen” do ABBA, e a viciante “Dragostea Din Tei” do O-Zone que de 80’s não tem nada, mas de trash tudo.

Claro que eu também tenho meus desafetos musicais, e não nego que não sou muito chegado nas trash Bahia, mas mesmo assim danço por osmose.

Enfim, a Trash 80’s é sem dúvidas a melhor balada de São Paulo. Com a “melhor” música, as melhores pessoas, o melhor ambiente, e a melhor caipirinha de melancia.

Gostou? Veja também:
Comente no Facebook
Comente