Por Ligia Helena para Trash 80′s

Quase tudo no universo infantil é miniatura, uma vez que a palavra serve para tudo que é feito em tamanho reduzido, quando comparado ao original. Por isso, falar sobre este tipo de brinquedo é falar de um universo muito amplo, que envolve desde as reproduções fiéis de objetos, feitos em escala reduzida, até artefatos feitos sem tanta preocupação com detalhes.

Nos anos 80 as crianças embarcaram na mania de colecionar miniaturas. Embora a variedade de mini-objetos seja imensa, somente alguns conquistaram os corações da criançada, de tal maneira que até hoje não há quem não lembre com saudade das garrafinhas da Coca-Cola e do Forte Apache, por exemplo.

As garrafinhas da Coca-Cola foram mania nacional nos anos 80. Meninos, meninas, crianças e adultos juntavam tampinhas que eram trocadas por mini-garrafas, cheias de um líquido escuro que ninguém sabia ao certo o que era – mas que as mães alertavam aos filhos que não bebessem, pois poderia fazer mal. Havia também o engradado, que comportava seis garrafinhas. Além das miniaturas serem muito bem feitas, o charme era aprender como escrevia-se o nome do refrigerante em línguas estrangeiras, pois os engradados tinham inscrições em diversas línguas.

O Forte Apache é um brinquedo clássico, que existe desde os anos 60 no Brasil. Embalado pelo sucesso dos filmes de faroeste americanos, em que sempre havia conflitos entre índios Apache e brancos, o brinquedo foi um dos preferidos dos meninos, especialmente nas décadas de 70 e 80, quando era fabricado pela Gulliver. Índio sentado, índio em pé, índio armado, soldado com espada, soldado com rifle, montado no cavalo… enfim, havia uma imensa variedade de modelos de bonecos, com ou sem acessórios, em diversas posições, e as crianças queriam todos para suas coleções e para incrementar as brincadeiras. Até hoje o Forte Apache é fabricado, embora não seja tão popular quanto era antigamente.
E os “carrinhos de ferro” Matchbox? Sucesso no Brasil desde a década de 60, a Matchbox publicava anualmente catálogos com todos os lançamentos, buscando atingir justamente o mercado dos colecionadores. As miniaturas são encantadoras: carros, tratores, rolos compressores e caminhões, entre outros veículos, feito com riqueza de detalhes. O capricho era tanto que as portas eram articuladas, de forma a abrir e fechar como os veículos de verdade, e dentro do capô havia reproduções do motor e de toda a mecânica.

Mais complexos que os carrinhos Matchbox, os modelos Revell atraiam crianças e jovens. Eram kits de plástico, que quando montados transformavam-se em reproduções perfeitas, em escala reduzida, de espaçonaves, navios, carros, caminhões, aeronaves e até do corpo humano. A montagem dos kits exigia muito cuidado e paciência, já que o processo envolvia, além de encaixe, colagem e pintura.

Ninguém ficou imune às miniaturas nos anos 80, e há quem as guarde até hoje. A trasher Larinha é um exemplo: coleciona mini-objetos desde o final dos anos 80, e possui, além das já citadas garrafinhas, dezenas de bonecos de PVC, reproduções de personagens de gibis e desenhos animados. Diz ela que sua próxima aquisição será a coleção de personagens da Caverna do Dragão. Mas isto é história pra um próximo texto…

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