Tenho
duas amigas de infância, Olívia e Juliana, que
me levaram na Trash pela primeira vez e são as
culpadas por eu estar “viciada” neste mundo. Digo
mundo, porque refletindo com um amigo cheguei
à conclusão de que quando entramos na Trash parece
que estamos entrando na “Terra do Nunca”, onde
tudo pode acontecer. Há pessoas de todas as tribos
e idades e que quando saímos, na maioria das vezes
lá pelas seis da manhã, voltamos ao “mundo normal”,
no qual também há pessoas de todas as tribos e
idades, mas que não tem a magia, e a alegria que
o ‘Mundo Trash – Terra do Nunca’ tem.

Mas acho que os “culpados” por eu estar tão viciada
e apaixonada por este mundo não são somente minhas
queridas amigas de infância e esta magia que a
Trash tem, mas também as pessoas que conheci e
com as quais me divirto, divido angústias e felicidades
atualmente.

Acabamos formando uma turma de amigos e montamos
uma lista de discussão, “Trash Mezzanino”, para
trocarmos mensagens e combinarmos os encontros.
E não é que a turma do Mezzanino cresceu? No início
eram só alguns indivíduos afim de muita diversão.
Hoje o número cresceu e a turma já nem é mais
tanto quem está na lista e sim quem vai na Trash,
ou que tem algum amigo que vai. O único pré-requisito
é não ter nenhum tipo de preconceito e querer
se divertir.

Sempre freqüentei baladas da Vila Olímpia, Vila
Madalena, festas de faculdade etc. Mas nunca passei
tanto tempo indo no mesmo lugar. Há menos de um
ano freqüento a casa e desde que coloquei meus
pés no “cortiço” minha vida sofreu uma reviravolta.
Revi conceitos, tive muitas experiências, conheci
muita gente, fiz amigos e desde então tudo o que
eu faço tem a palavra Trash: é Trash Itatiba,
Trash Serrana, Cine Trash e, claro, é com esta
turma que conheci na Trash.

Atualmente curto mais do que nunca as músicas
dos anos 80, aliás acho que hoje curto mais Madonna,
Trem da Alegria, Dominó etc do que quando eu era
criança. Participo da lista formada por pessoas
que freqüentam, sou “viciada” em Fotolog, MSN
e tenho mais fotos destas pessoas do que com a
minha própria família.

Mesmo freqüentando há um bom tempo, meus amigos
do trabalho, da faculdade e até mesmo amigos antigos
me questionam tanto por que eu vou na Trash e
não acreditam que eu me esbaldo todos os sábados
ouvindo Xuxa, Paquitas, Menudo e Gretchen, entre
outros. Eu tento explicar, mas não dá, é preciso
ir, dançar, ver, sentir, para crer.

Nos últimos tempos até tentei dar “um tempo”
de Trash para curtir outros lugares, me dedicar
mais ao trabalho e à faculdade. Mas quem disse
que eu consegui?

Quero aproveitar para falar que Nando, Zeezo,
Maô, Thaís, Paulo, Déia Meneguete, Júnior, (pessoas
da turma que tenho mais intimidade, (além é claro
das minhas queridas amigas de infância Olívia
e Juliana) são pessoas muito especiais e essenciais
na minha vida hoje. Com elas desabafo, me divirto,
me emociono, me dedico, aconselho e vivo a vida
como nunca vivi antes. Muito obrigada por tudo!

Que seja eterno enquanto dure. E eu quero que
dure para sempre.

Meus artistas Trash preferidos:

-Madonna
-Trem da Alegria
-ABBA

Músicas que são hits da Trash preferidas:

-Bette Davis Eyes
-Isso é Tremendo – Tremendo
-Manequim – Dominó

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