Por Ligia Helena para Trash 80′s

A fotografia é considerada uma arte moderna, assim como o cinema, e ao contrário de manifestações como a pintura, o teatro, a dança e a literatura. Criada em 1893 pelo francês Louis Daguerre, esta arte é “filha” da química e da física. Isso quer dizer que são processos químicos e físicos que fazem a imagem “real” ser copiada, de maneira idêntica, para o papel.

Mas não cabe a nós ficar explicando como acontece a mágica da fotografia. Aqui é a Cultura Trash, e o foco deste texto é um dos fotógrafos de maior sucesso dos anos 80. O nome dele? Herb Ritts. Ele não é um destes fotógrafos celebrados pelo mundo como sumidade no assunto, como os grandes Cartier-Bresson e Robert Capa, até porque enquanto estes faziam fotojornalismo e fotografias de guerra, além de foto-arte, Herb Ritts consagrou-se no universo pop.

Americano, Ritts nasceu em 1952 em Los Angeles. Começou a trabalhar com fotografia na década de 60, registrando eventos como casamentos e festas de família. Foi quando em 1978 sua carreira deu uma guinada. Viajando com um amigo pelo deserto, o pneu do carro onde estavam estourou. Enquanto esperava que consertasse o pneu, Ritts passava o tempo fotografando o tal amigo, que se chamava Richard Gere. Então um ator desconhecido, Gere alcançou imenso sucesso anos depois. As fotos antigas de Herb Ritts fizeram sucesso também, e ele passou a ser requisitado para trabalhos com celebridades e em revistas de moda.

Em pouco tempo, ele já era o fotografo preferido de Jack Nicholson, Michelle Pfeiffer, de revistas como Vogue, Esquire e Elle e do grande ícone dos anos 80, Madonna. Ritts não se limitava a fotografar o que era evidente nas pessoas que serviam de modelo para ele. Seu trabalho buscava retratar a essência de quem estava do outro lado da lente. Algumas das fotos mais queridas pelos fãs da cantora foram feitas por ele. A famosa cena de Madonna usando orelhas de Minnie e revirando os olhinhos sentada uma cama é dele, assim como as capas dos discos True Blue, Like a Prayer e as imagens da turnê de Who’s That Girl.

Herb Ritts ganhava dinheiro fotografando moda e celebridades, mas não deixava de lado sua veia artística. Além de fazer fotos belíssimas mesmo com intuito comercial, Ritts tinha projetos que se distanciavam do glamour deste meio. Suas fotografias homoeróticas são bastante famosas, assim como o extenso trabalho que fez na África, com o povo Masai.

No final dos anos 80, o fotógrafo passou a se dedicar também aos videoclipes. Dirigiu “Cherish”, da Madonna, Wicked Game, de Chris Isaak, e In the Closet, de Michael Jackson, entre outros. Ritts continuou fotografando e dirigindo clipes até 2002, quando faleceu, vítima de complicações pulmonares.

Gostou? Veja também:
Comente no Facebook
Comente