Ufa! Finalmente vou enfrentar a dificuldade que é escrever sobre a Trash. É muito complicado explicar o que a festa significa.

A primeira vez a gente nunca esquece, mas eu preferia esquecer a minha. Eu e uma amiga procurávamos um lugar diferente pra comemorar o aniversário dela, e descobrimos a Trash. Era dia 8 de fevereiro de 2003. Fizemos listinha de nomes, nos preparamos, e chegando lá ela ganhou um saquinho de presente cheio de pirulitos, apitos e um cd da Trash! Já adorei! Estava tocando Super Fantástico! Mas eu e as meninas ficamos super incomodadas com a lotação e falta de ventilação, e decidimos ir para o Cambridge.

Depois disso demorei um tempo para voltar lá. Um dia minha amiga Joana chamou a galera toda. Eu fui e adorei… mas tinha de sair cedo pois havia prometido acompanhar um amigo meu à festa da prima dele. Fui embora com o coração na mão. No dia seguinte virei pra minha irmã e falei: “Descobri a balada mais legal que existe! Você não vai acreditar, tocou ‘Ursinho Blau Blau’”.

Combinamos de ir juntas! Antes de ela ir comigo, eu fui várias vezes com a Joana… fiquei embasbacada! Como era possível querer sempre ir ao mesmo lugar? No dia seguinte era sempre o mesmo pensamento: “- Ai minhas pernas… como eu consegui ficar tanto tempo de pé dançando?”

Arrastei minha irmã pra Trash… foi o máximo! Deixamos meus sobrinhos dormindo com o meu cunhado e fomos pra lá! Ai que delícia! Depois disso comecei a levar os amigos, mas estava ficando muito complicado tudo aquilo, nem sempre eu achava alguém que quisesse ir comigo! Puxa vida, como alguém poderia não querer ir pra Trash? Era lá que eu tirava a minha urucubaca semanal, era lá que eu podia ser eu mesma e relaxar!

Numa destas idas, eu e a minha amiga Joana fomos à caráter. Era a Trash Aeróbica: fomos com faixa no cabelo, calça fuseau e tudo que tínhamos direito. Chegando lá ganhamos pulseirinha pro palco. De repente o Eneas começa a pedir pro pessoal sair pra performance da Janeyyde. Estávamos descendo as escadas quando ele fala: “Vocês duas não, fiquem na performance!”

Eu queria amarelar, mas a Joana insistiu e nós fizemos… quase morri do coração! Saímos de lá altas horas da madrugada. Ainda passamos na casa de um amigo só para contar o ocorrido! Era muita felicidade!

Um dia na Trash d’Hotel eu comecei a conhecer as pessoas. Fui apresentada para a Chiara pelo Carlinhos que estudou comigo. Pronto, começou o drama todo. Eu ainda não tinha coragem de ir à Trash sozinha, mas depois que meus amigos iam embora eu ficava por lá!

E então comecei a me sentir acolhida por essas pessoas maravilhosas, que fazem parte do meu dia-a-dia, da minha vida, dos meus pensamentos diários! Eu adoro, fico feliz na festa!

Percebo que a Trash é um lugar de gente diferente, de gente que se acolhe, que se reúne porque é diferente, porque não se encaixa nos padrões tradicionais, por isso é tão feliz quando se junta num lugar que não faz julgamentos, e deixa todo mundo ser quem é!

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