Nossa, que tarefa difícil esta de escrever coisas que a gente está acostumada apenas a sentir, mas vamos lá. Ok, liguei a rádio Trash pra me inspirar…

Bem, já que todos por aqui são especialistas em túnel do tempo, vamos fazer uma pequena viagem. Apertem os cintos, vamos até 1997 pra encontrar uma moçoila que, recém chegada à Universidade, resolveu adotar como lema de vida pentelhar os DJs das festas de faculdade e das baladas em geral, dando sugestões inescrupulosas sobre músicas péssimas e bregas até dizer chega.

Ninguém agüentava mais a pobre garota, quando decidida, ela resolveu montar seu próprio arsenal TRASH das antigas (e olha que nem tinha esta denominação naquela época!). Daí já era, sem o menor domínio de técnicas de som, saía tocando tudo o que de pior e velhaco tinha pra se ouvir, e o mais legal é que a galera em volta curtia pra valer. Parecia um bando de criança dançando. Os Cds que ela selecionava eram denominados com grandes etiquetas: “eu era feliz e não sabia” e a galera vinha pedir “toca aquelas de antigamente!”. Enfim, sucesso total!!!

Já deu pra perceber que era eu a guria, né?! Em 2002 um amigo me avisa que ia rolar uma festa no Hotel Cambridge e que eu curtiria muito o som, basicamente o que eu tocava. Como não deu pra ir naquele final de semana, desencanei. Tinha entendido que um pessoal se juntou pra alugar o salão do hotel para apenas uma festa e ponto final.

Observem que sempre fui lesada… Meados de 2003, um ano depois outros amigos vêm com o mesmo papo: “já foi na TRASH? Vai lá, é a sua cara!”…

Combinei com a mulherada e em julho de 2003 eu enfim fui conhecer a tal TRASH 80´s. Caramba, o que era aquele ser dando o som vestido de Cruela Cruel, aquela decoração exagerada, aquelas pessoas deliciosamente malucas?

Bem, dancei e cantei loucamente assim como faço até hoje e logo fiz amizade com o Emerson do bar (onde mais eu poderia estacionar?), em seguida veio o Roberto Nola da segurança (ficamos amigos de tanto que eu pedia pra subir no palquinho, sem entender a lógica da festa…)

A partir daí só alegria e foi quando passei a freqüentar a festa quase todo final de semana, nunca mais precisei encher o saco de nenhum DJ, não só pelo recado na parede “DJ NÃO É JUKEBOX”, mas porque eles realmente tocam o que eu gosto de ouvir.

Às vezes lendo as recentes reportagens da galera entre 20 e 30 anos tão cheias de saudosismo, me preocupo porque parece que os trashers são um bando de psicóticos que não se adequam ao seu tempo. Posso estar bastante enganada, mas não posso concordar com isso.

No auge dos meus 26 anos, me sinto uma mulher totalmente inserida e com mil planos a serem executados no século XXI, mas também muito feliz por ter encontrado um lugar tão perto de casa que me faz viajar no tempo, nas lembranças, e ainda me traz amigos!!!

Uma festa que recebe altos, baixos, loiros, morenos, ruivos, brancos, negros, amarelos, pardos, baianos de todos os estados brasileiros, heteros, gays, pansexuais, patricinhas purpurinadas, garotões de havaianas. Com enorme respeito, só pode merecer meu respeito também.

Aí vai meu tributo aos ídolos:

Em primeiríssimo lugar a dupla de maior sucesso, da qual tenho a honra de possuir a carteira número 1 do fã clube Sapopemba e adjacências: MASSITA E URAS (vou pedir um show em PVT pela propaganda)…

E outros que também são importantes na minha formação musical de gosto duvidoso:
Boy George
Madonna
Air Suply
Balão Mágico
RPM

E, COM A DEVIDA LICENÇA POÉTICA: ABBA que se tornou hino do curso de pedagogia da Faculdade de Educação da USP por gerações. SALVEM AS PROFESSORINHAS!!!

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