Tudo começou com um convite que meu irmão recebeu pra ir a um aniversário trash de um amigo dele, em julho de 2002, que seria comemorado num tal bar do Hotel Cambridge na Avenida 9 de Julho. Eu, como não tinha nada pra fazer, fui com ele e minha cunhada no aniversário, só que ao chegar e lembrar que era naquele hotel em frente ao Edifício Joelma, já comecei a dar risada!

Logo na entrada, uma hostess um pouco diferente das tradicionais, toda colorida, simpática e extremamente assustadora com a cara toda pintada! Ela preencheu meu nome na comanda: Eduardo (por enquanto). Pisei naquele carpete vermelho, olhei para os quadros na parede, vi um DJ magrelo feito um “Chassi de Louva Deus” e o outro mais “alto e loiro”.

Até aí tudo bem. O bar estava bem cheio e dei os parabéns ao amigo do meu irmão, fiquei batendo papo com outro amigo que eu havia estudado e que eu havia encontrado lá também. Ele me chamou de Duzão (apelido que ficou marcado) e, logicamente, ficamos dando muita risada com as músicas tocadas no lugar, pois estava tocando músicas que não ouvia desde a minha infância. Esse foi o motivo pelo qual, à partir daquele dia, nunca mais deixei de freqüentar a Trash, e arrastei uma multidão de Guarulhos (para os íntimos, Gotham City!!) pro “cortiço”.

A Trash mudou de lugar, pois o espaço do hotel não estava mais sendo suficiente, devido ao grande sucesso (que até hoje permanece). Acabou indo para o Picasso, onde não ficou por muito tempo, passando para o Caravaggio, que deu uma amenizada na lotação por uma ou duas semanas, no máximo.

O tempo foi passando e reparei que as pessoas que freqüentavam a festa eram quase sempre as mesmas, o que me fez pensar que aquele lugar não era uma balada, e sim o local de encontro de amigos! Acabei fazendo amizade com o pessoal, primeiramente com o Medina. Me lembro muito bem desse dia. Logo depois, fui conhecendo outras pessoas, e soube da existência de uma lista “Trash80s”. Acabei tendo alguns casos (uns bons, outros nem um pouco!) e foi aí que surgiu uma tal pergunta, criada pela Mamma Spacca, que só depois vim a saber que era um gongo… “O que vem a ser Duzão?” (pergunta esta que se encontra até no caderninho de perguntas da Trash). Quando reparei, já havia virado um dos integrantes mais conhecidos na Trash. Por este fato conheci amigos, Lubo Farofa, Bernard, Márcio Pires, Zeezo, Spacca, Chiara, os DJs, Danny Dee, etc.

Essa amizade foi crescendo e a vontade de freqüentar a festa aumentava cada vez mais, o que é uma coisa inexplicável, acho que não só a mim como para muitos dos que a freqüentam semanalmente.

No mês passado, após mais de um ano e meio de freqüentador assíduo da festa, fui convidado para ser DJ na “Fantástica Trash de Chocolate”. Tudo o que tenho a dizer é que foi a maior emoção que já senti na minha vida. Não tem explicação… O sangue parece que ferve nas veias do corpo e a adrenalina toma conta de você!! É uma experiência que todos deveriam ter, porque realmente vale a pena.

Gosto da Trash porque lá tem todo o tipo de gente, desde os arrumadinhos (isso é muito raro!), até aqueles que “se enroscam no guarda-roupa” (é o termo que eu uso para as pessoas que parece que se jogam no guarda-roupa e vão pra festa!). O melhor de tudo é que ninguém liga pra nada, é tudo alegria! É também um lugar ótimo para beijar e conhecer pessoas especiais, que foi o que aconteceu comigo, e a pessoa se encontra presente, é trasher tanto quanto eu, e tem feito meus dias ainda mais felizes! Posso terminar, definindo o que é a Trash, pelo meu ponto de vista, é um lugar diferente, de gente engraçada e divertida, onde as músicas e as performances são hilárias, os DJs parecem saídos de um baú milenar e é o lugar onde formar amigos é algo inevitável…

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