Meu primeiro dia de Trash, eu não me lembro quando foi. Deve ter ocorrido em algum momento no longínquo mês de julho de 2003. Não me lembro da data, mas lembro muito bem das sensações que aquele dia fatídico me causou.

O fato é que eu já “paquerava” a festa há algum tempo, mas nunca tinha tido “coragem” de ir… Até que minha amiga Claudinha (hoje também uma trasher assumida) disse: “Déa, tem uma festa aí que eu queria conhecer… toca anos 80, deve ser legal…”. Foi a deixa que eu estava esperando.

Para chegar lá, nos perdemos horrores (e pensar que hoje eu faço o caminho de olhos fechados…). Quase desistimos. Ainda bem que somos persistentes…

A partir do momento em que entramos, as lembranças que vêm em minha cabeça são de alegria, risadas, sorriso de orelha a orelha até a hora de ir embora, descontrole total a cada música que tocava. Comentários do tipo: “não acredito!” e “meu, olha essa música” foram freqüentes a noite inteira.

Saí de lá com a sensação de ter encontrado a minha casa. E com uma vontade incontrolável de voltar o mais breve possível. Voltei. Uma, duas, três vezes… até que chegou o momento em que eu não queria mais ir em outras baladas. São tão sem graça… Em que outro lugar você comeria algodão doce, pipoca, pularia corda, desfilaria ao som de “Manequim”, sacudiria pom-pom no ar em pleno “xou da Xuxa”, morreria de dar risada com as caricatices e performances?

Perdi a conta de quantas pessoas eu já apresentei à Trash. De quantos “monstrinhos descontrolados” criei. De quantos amigos ficaram viciados como eu. Ah! Se todos os vícios do mundo fossem bons como esse…

E quando seus amigos e sua família param de perguntar “onde você foi no fim de semana?” e passam a dizer “como foi a Trash ontem?”, você vê que não tem mais volta. A Trash já é parte integrante da sua vida.

Correção: quando a sua avó de 72 anos chega no dia das crianças e diz: “eu vou dar uma entrada da Trash de presente pra vocês”, aí sim é que você vê como já está tudo perdido! Ainda bem!

Agora, a comunidade trasher, é um caso à parte! Como pode existir tanta gente do bem, legal, engraçada, receptiva e insana num único lugar? Nos últimos meses tenho conhecido pessoas fantásticas, que só me fazem ter mais e mais vontade de nunca mais sair do “cortiço”. Do pessoal da limpeza aos DJs, passando por todos os seguranças e, principalmente, os freqüentadores da festa. Hoje não me imagino sem encontrar com esse povo pelo menos uma vez na semana.

Comecei indo de vez em quando… passei a comparecer todos os meses… depois, todo sábado… hoje vou de quinta a domingo e… será que não dá pra abrir de segunda a segunda não?

Ídolos da minha infância:

Menudos: Minha mãe não me deixou ir ao show… mas eu tinha a maior certeza do mundo de que tinha visto, da janela da minha casa, eles descendo do avião, no aeroporto…
Dominó: meu sonho era participar do “Sonho maluco” do Gugu e jantar com o Nil… até mandei cartinha!
Xuxa: dispensa comentários né… meu maior sonho era ir no programa dela e ganhar um pom-pom… fiz planos mirabolantes pensando em como conseguir roubar o dito cujo e levá-lo pra casa sem ninguém ver… (obs: realizei meu sonho no “xuper xou du tréxi”)
Bambalalão: Uma vez fui ao programa, mas não quis praticipar das brincadeiras (amarelos contras vermelhos) porque eu tinha certeza que as crianças que brincavam não voltavam mais pra casa…

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