Antes de contar como conheci a Trash 80′s, vou colocar um contexto na história. Há uns dois anos atrás eu era, não posso negar, um desses boyzinhos que vão “pra balada” na Vila Olímpia, como existem tantos por
aí. Apesar disso, eu era um pouco fora do padrão: nunca tive uma mentalidade infantil, como muitos têm. Eu gostava de curtir, dançar, me divertir com meus amigos. Mas parecia -e depois que conheci a Trash, eu
entendi o porquê- que estava faltando algo. Uma sensação de vazio existia mesmo nas noites mais badaladas.

Depois de alguns anos saindo sempre pra esses mesmos lugares, acabei conhecendo pessoas que são responsáveis pela noite, como promotores e DJs. Foi assim que eu conheci a Anny, que era promotora e hostess de alguns desses lugares. Ela foi a amiga que me levou à Trash. Na verdade eu a conheci pela internet, mas foi devido à vida noturna que ficamos amigos. Ela já era amiga do DJ Tonyy, e quando a Trash 80′s estreou, eu fiquei sabendo da festa por meio dela.

Foi no dia 18 de abril, na terceira edição da Trash 80′s, que eu finalmente fui conhecer a tal festinha. Mas nesse dia eu não entrei no
Bar D’Hotel Cambridge, local onde ela estreou e durou por muitos meses. Ficamos eu, Anny e o host que eu acabara de conhecer, Alisson Gothz, na porta do local conversando. Isso porque estávamos lá de passagem, indo pra uma festa rave. Então acompanhei as músicas e o clima da Trash meio de longe, apenas ouvindo do lado de fora. E só isso já tinha me deixado muito curioso pra conhecer melhor aquele lugar!

Alguns fins de semana depois, fomos até lá, dessa vez pra valer. Foi a minha primeira vez na Trash 80′s. Entrei, aquele clima e ambiente nostálgico, que lembra um cabaré decadente; sofás antigos e de couro vermelho, luminárias com o ornamento que um dia foi dourado e luz fraca completavam a decoração. De todas as músicas que tocaram, a que mais me marcou naquele momento foi “Menina Veneno” que, com seu abajour cor de carne, encaixava-se perfeitamente no clima do lugar. Fui devidamente apresentado ao Tonyy, Eneas, Binho, e assim conheci oficialmente o povo da festa. Começava então minha vida de trasher.

Mais ou menos ao mesmo tempo surgiram na internet os blogs, e como bom viciado, eu criei o meu e por meio dele comecei a conhecer muita gente que também tinha um. E como muitos dos trashers também eram blogueiros, acabou sendo meio natural essa relação, que culminou com a Trash Bloggers. Perdi a primeira, mas a partir da segunda eu fui a todas, sem falta! E esse foi o principal fato que me fez virar um habitué da festa e freqüentá-la cada vez mais. Viciei!

O tempo passou, mais de um ano de festa, e cada vez mais o círculo de amizade entre os trashers cresce e fica mais forte. Ir pra lá é quase que como se estivesse indo à sala de casa. É um ambiente totalmente familiar, agradável, uma festa realmente de amigos. Fantasticamente, mantém esse ambiente até hoje, mesmo com um público cada vez maior. Junto disso, outro fator que tornou a festa tão espetacular e contagiante foi o clima das pessoas do lugar. Todos vão lá com um único propósito, que é o de se divertir. Nem mais, nem menos. Sem exageros, sem preconceitos. Esses conceitos me influenciaram tanto, que eu aprendi a diferenciar a festa Trash 80′s das “baladas” que existem por aí. Só indo lá pra entender. Não dá pra explicar. Trechos como “sou feliz, por isso estou aqui…”, da música do Balão Mágico talvez passe uma boa idéia de como nós trashers de coração nos sentimos cada noite que
passamos lá, até o amanhecer.

E finalmente, como se já não bastasse estar lá dentro pra me sentir feliz, ainda tive uma experiência melhor. Tive a honra e o prazer de ser DJ convidado da Trash por uma noite. O que, pode se dizer, foi algo espetacular. Só quem já esteve lá em cima poderia dizer como é. Mas novamente, ainda creio que é algo indescritível. Foi, sem sombra de dúvida, uma das noites mais felizes que eu já passei junto dos meus amigos.Essa festa com certeza marcará para sempre a vida de todos que passarem por lá com o intuito para o qual ela foi criada, que é a diversão acima de tudo. Terei o maior prazer de um dia poder contar para os meus filhos e quem sabe até netos, das coisas boas que existiam quando eu era jovem, assim como hoje ouço histórias semelhantes dos meus pais e avós. Eu só
tenho que agradecer à Família Trash 80′s. Porque da vida a gente leva os bons momentos e, graças à essa festa, cada vez mais estes momentos aumentam. Valeu povo e vida longa à Trash!

Gostou? Veja também:
Comente no Facebook
Comente