Eu nunca fui muito adepta aos lugares convencionais, gosto de me divertir em ambientes em que me sinto à vontade, sem “frescuras”, sem gente reparando se estou de sapato ou tênis, se a roupa é nova, se estou
no peso correto…

Como eu cheguei em SP no começo de 95 – é gente, eu sou caipira mesmo tá, de Ourinhos, “Litlle Gold City” para os íntimos – não conheci a época “áurea” dos anos 80 aqui, mas me diverti bastante no interiorrrrrrrrrrr.

No final de julho de 2002 eu estava carente, havia terminado um relacionamento e precisava descontrair, sair de casa e principalmente, conhecer gente nova…

Reencontrei uma amiga jornalista, também do interior, e combinamos de nos reunir com mais algumas figuras que eu não encontrava há algum tempo, para beber, falar da vida, e mais tarde, dançar em uma festa num Hotel, no centro da cidade, que ela achava “a minha cara”.

Eu não me lembro bem qual foi o final de semana exato, só me lembro que nunca me diverti tanto! Cheguei em casa pela manhã, extasiada, e até já agradecendo pelo fim do namoro! O Hotel Cambridge se tornou o meu sonho de consumo, o meu porto seguro, e, mesmo sem conhecer ninguém por lá (ainda), a minha “família”!

Até o final do ano, todos os sábados eu aparecia, e cada vez que ia, recrutava um amigo(a) diferente na semana para me acompanhar e mesmo quando não encontrava ninguém, não pensava duas vezes, ia sozinha. As pessoas diziam que os meus olhos brilhavam, ao contar sobre a festa dos anos 80, aonde todo mundo ia para se divertir, sem preconceitos de nenhuma espécie!

Hoje eu me lembro de alguns trashers, que eu avistava lá: a Spaca (que eu achava uma menina sapeca), os dejotas, Tonyy (o clone do Rodrigo Santoro) e Eneas (metido “bacarai”), a Larinha (que eu continuo achando meiga), o Baiacu (arroz de festa) e a Maica Love (que eu jurava que era o Alisson).

Perdi a transição da festa para o Picasso, e confesso que jurei não entrar no Caravaggio, pois achava que o espírito divertido tinha ficado no Hotel Cambridge… aquele carpete vermelho, as colunas no meio da pista, o “tiozinho” que fica na recepção do hotel, tudo lá faz falta.

Quem me arrastou de volta para festa foi uma das amigas (outra jornalista) que eu levei lá, ela me dizia que tudo continuava como dantes, que o lugar era até melhor e tinha muito mais espaço para dançar. Constatei também, que além de maior, aquele clima de bolhas d’água no ar deixava tudo mais mágico ainda. Na segunda feira, após esse final de semana, me cadastrei na lista da Trash, duas semanas antes da festa do SBT, na qual finalmente fui apresentada à minha “família”.

O Manny de Chiquititas, o Edu de Tigrão, o Rico de SS, Vivi de Pintinho Amarelinho, a Ana de Elke Maravilha, o Danny De, e o Nico são as lembraças mais marcantes do meu verdadeiro debut trash… Depois deste dia, ahhhhh gente, depois deste dia eu sou mais feliz, um
pouco mais a cada dia, pois desde então, venho encontrando pessoas maravilhosas em minha vida, e não seria exagero dizer que são pessoas que permanecerão no meu coração para sempre.

Apesar de estar um tanto quanto distante da festa, não deixei o espírito trash de lado, leio a lista todos os dias, e sempre que posso, me encontro com algumas pessoas daí…

Beijos, da Rena.

Gostou? Veja também:
Comente no Facebook
Comente