Setembro de 2002, era meu aniversário e eu não sabia onde comemorar. Estava de saco cheio dos barzinhos, todos iguais, aquela coisa de sempre, todo mundo sentado tomando uma cerveja e falando besteira.

Combinei com uma amiga minha de comemorarmos os nossos aniversários juntas, e ficamos as duas pesquisando novos lugares tentando achar algo interessante para a comemoração. Até que ela sugeriu o Cambridge. Alguém tinha falado pra ela que lá estava “rolando uma baladinha legal e diferente”. Lembrei-me que no ano 2000 eu tinha ido lá, em uma festa fechada, e tinha adorado. Então ficou combinado, aniversário no Cambridge.

Não tínhamos a menor idéia de que aos sábados acontecia lá uma festa chamada Trash 80′s e que naquele dia eu conheceria a festa que mudaria totalmente meu conceito de “balada” e a minha vida.

Alguns amigos meus ficaram num canto, assustados. Tinha todo o tipo de gente imaginável, todos juntos dançando numa pista, ignorando diferenças físicas, culturais, sexuais e outras numa cena que me fascinou. E as músicas? Rosana, Balão Mágico, Luan e Vanessa, Magal, tudo o que eu escutava em casa escondido. E de repente tinham mais centenas de pessoas escutando e curtindo aquelas músicas junto comigo.

Fiquei até de manhã, cheguei em casa pensando que não poderia ter tido um aniversário melhor. Finalmente eu tinha realmente me divertido, dançado com vontade de dançar, cantado com emoção…

Voltei lá mais algumas vezes em 2002. Mas foi este ano, com a Trash devidamente instalada no Caravaggio, que eu resolvi mergulhar e me entregar de vez ao vício. Comecei a conhecer os trashers, cada um com seu jeito, sua história, mas sempre com o amor pela Trash em comum, essa coisa doida que a Trash faz com a gente e que a gente não sabe explicar direito… Pessoas maravilhosas que fizeram da Trash uma festa semanal entre amigos, onde podemos dar risada, extravasar, exagerar, cantar músicas infantis ou qualquer outra coisa sem medo de ser feliz. Aprendi que sair à noite não é pegar fila ou ficar fingindo curtir as músicas numa pista qualquer. É pra se divertir, de verdade. A Trash tem um astral contagiante. Para quem está procurando alegria, gente maluca, saudável e feliz, esse é o lugar.

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