No meio de 2002, eu descobri a mágica dos blogs e decidi que teria um. Divulguei a algumas pessoas e acabei me tornando fã do blog de um amigo de uma amiga. Dan.zero passou a ter a sua vida vigiada por mim todos os dias. Certa vez, ele escreveu sobre uma festa no centro da cidade em que rolavam músicas que há muito eu não ouvia.
A partir daquele dia, começou o meu comichão por conhecer aquela tal Trash 80’s que acontecia no Hotel Cambridge e que hipnotizava quem a freqüentava.

O tempo passou até que em abril saiu uma reportagem intitulada “Você lembra da Menina Veneno?” na Veja São Paulo. Li, reli, treli e decidi que, enfim, havia chegado a hora de conhecer aquele “Templo de Perdição”.
Convoquei minha fiel escudeira Débs, e decidimos que iríamos na festa do dia 19 de abril. Meio de feriadão prolongado, com certeza seria mais calmo.

Chegamos ao Caravaggio e adentramos aquele lugar diferente com certo receio. Passamos por um par de cortinas de veludo e nos deparamos com a pista. Vazia. Um DJ magro com óculos escuros comandando uma sessão mela-cueca. Subimos. Bebidas rolando e como que ao toque de um botão aquela pista encheu de pessoas tão deslumbradas quanto eu, que sacolejavam ao som do Menudo. Como eu.

A cada música, eu e minha amiga nos entreolhávamos e a nossa voz era única: “Eu não acredito!!!! Lembra dessa?”
Para encerrar com chave de ouro essa estréia, três situações inesquecíveis:

  • show da Maria Alcina;
  • uma figura animadíssima de cima do palquinho que cantava e fazia a coreografia de todas as músicas, enquanto nos observava como se nos conhecesse há anos: era o Sandro Camiseta;
  • um carinha belíssimo com “um olhar que é puro cristal” me puxando para o meio da pista para dançarmos Dancing Queen: era o Cris Mariposinha.

Decidi que não perderia mais um minuto sequer daquela festa.
No blog do Dan.zero, achei o link para o blog do Tonyy onde achei fotos daquela noite especial. Sim, eu e a Débs havíamos sido flagradas pela lente indiscreta da Carol. Publiquei a foto no meu blog, como cartão de visita. Xeretei também o blog do Wander, que havia sido o DJ convidado da noite.

Semana seguinte: nós duas lá novamente. Em certa hora da noite: eis que aquele primeiro DJ que eu havia visto se aproxima de mim e grita o meu nome no meio da pista. Todo mundo olhou na minha cara e eu queria abrir um buraco no chão para me esconder. Nunca havia recebido um abraço tão cheio de carinho como aquele do tal DJ Tonyy. Minutos depois a cena se repetiu com o Wander.
Para ter absoluta certeza de que aquela festa tinha a ver comigo, voltei na Trash Sedução. DJ convidado: Manny Curi. Presente para os anfitriões: duas caixas de paçoca Amor. Quer coisa mais brega?

Missão complementar: comprar o convite para a festa de aniversário da Trash 80’s.
Surpresa: uma pulseirinha de acesso ao palquinho se fez no meu braço. Sim, o Tonyy a colocou enquanto eu preenchia meu nome na lista de comandas.

Morrendo de vergonha, eu e a minha amiga subimos no palquinho. Vi o Manny (que eu já sabia quem era por causa do blog). Eu disse “Oi, DJ convidado”. Obtive a resposta “Eu sei que você é… É a Fernanda, não é?” Depois do papo de louco tive absoluta certeza de que aquele era o meu lugar.

Daquele dia em diante, conheci muita gente, conquistei muitos amigos e tornei-me freqüentadora “compulsiva” da festa. Presenciei momentos maravilhosos e manifestações explícitas de amor e carinho que somente numa festa “de amigos para amigos” é possível de acontecer.

Hoje tenho absoluta certeza de que encontrei uma nova casa, um complemento para a minha família. Tantas pessoas maravilhosas, cada uma com sua característica mais que especial. No entanto, duas características parecem ser comuns a todos: a inexistência do medo para manifestar o amor pelas pessoas e a verdadeira busca pela felicidade.

Normalmente, os trashers definem três artistas/músicas especiais. Eu prefiro listar três edições da Trash pra lá de especiais pra mim:

16/05/2003 Aniversário da Trash – Tudo preparado para o tão esperado show do Gengis Khan, eu e a Débs chegamos ao Caravaggio ainda meio perdidas por não conhecermos quase ninguém. Nos colocamos à porta do lugar e quando estávamos entrando, sou recebida por um coro “Ruçaaaa!!!” formado por Dri Spaca, Manny Curi, Alisson Gothz e Luciano Bianchi. Ainda preciso explicar porque foi uma noite especial???


21/06/2003 Trash Astros do Ringue
– Algumas semanas antes, num encerramento de Trash às 7hs da manhã, o Eneas dançou comigo a música Siga Seu Rumo do Pimpinella. Numa brincadeira, ele me perguntou se eu decoraria a letra desta música para uma apresentação. Eu concordei. Mas só me dei conta da real intenção do mais alto, quando eu recebi um e-mail durante a semana, em que ele dizia que o seu terno mais brega seria selecionado para a performance. Não acreditei naquilo. Mas foi na edição “Astros do Ringue” em que subimos no palco para a tal performance. Pagação de mico total e maravilhosa! A sensação é indescritível. Só posso dizer que ficou um gosto muito forte de “quero mais”.

08/07/2003 Le Bal Masqué – Eu fui a escolhida pelos maravilhosos DJs Rico Suave e Wander Yukio para recepcionar os trashers mascarados. Ficar lá na porta foi muito bom e agora eu entendo os chiliques Alissonianos, pois também é bastante cansativo. Foi uma festa perfeita pra mim. E a noite em que eu recebi o convite, não poderia ter sido melhor. Sabe aqueles dias em que a depressão bate à sua porta. Pois é… Só que eu não abri. Preferi atender ao telefonema do Rico e comemorar o convite pelo resto da noite.

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