Por Georgia Nicolau (Gigi)

Há quem ache que Billy Idol não teve importância nenhuma na música a não ser servir de molde para o Supla. A verdade é que ele passou por grupos de grande influência no punk e new wave.

William Albert Michael Broad nasceu em 30 de novembro de 1955, na Inglaterra. Aos dois anos de idade, seus pais decidiram seguir o “American Dream of Life” e mudaram-se para Nova Iorque. Depois de quatro anos, voltaram para o Reino Unido e Bill não se esqueceu das coisas boas que viu por lá: os carros e as músicas.

No ano de 1975, Bill, que não era considerado um aluno excelente, abandou a faculdade de Inglês e Filosofia logo no primeiro ano, que coincidiu com a explosão do punk rock no cenário musical. Por ser algo novo e fora dos padrões, Bill foi atraído de tal forma que queria ser parte daquilo. Começou a carreira com 21 anos no Bromley Contingent, que era um bando que seguia os Sex Pistols desde sua estréia no Marquee. O Bromley era composto por Siouxsie Sioux e John Simon Beverly (Sid Vicious) entre outros, que eram freqüentemente vistos na loja Sex de Malcom Mclaren ou onde quer que os Pistols estivessem.

Foi aí que decidiu mudar seu nome artístico, pois Bill Broad soava meio skinhead e não coincidia com a imagem que ele queria passar. Adotou o nome Billy Idol. Lembram-se que ele não era considerado um bom aluno? Pois bem, Idol é um trocadilho com a palavra idle, que em inglês significa preguiçoso.

Após a mudança de nome, o segundo passo foi juntar-se a Mick Jones e Brian James (que viriam a ser os guitarristas do The Clash e Damned, respectivamente), Tony James (que depois foi para o Sigue Sigue Sputnik e gravou o álbum Vision Thing com o Sisters of Mercy), John Towe e Gene October. Estava formado o Generation X, que durou até 1980 e teve apenas três álbuns lançados. Neste ano, lançaram o single Dancing with Myself, que anos mais tarde seria a menina dos olhos da carreira solo de Idol.

Desiludido com Londres, Billy aventura-se em Nova Iorque, saindo em carreira solo. O visual que já adotava desde o GENX era o mesmo: cabelos descoloridos e roupas de couro. Apesar do visual meio agressivo, o som dele era considerado mais ou menos comercial já que não havia rejeição ao seu trabalho por parte do público. Para o lançamento do seu primeiro EP, ele contratou o produtor Keith Forsey, Bill Aucoin (ex-empresário do Kiss) e Ed Parker (ex-segurança de Elvis). Uniu-se a Steve Stevens e lançaram quatro trabalhos juntos.

Quem é que não se lembra das cenas sexys do clip de Cradle of Love? Este foi um dos grandes hits de Billy Idol nos anos 80, além de Rebel Yell, White Wedding e Eyes Without a Face.

Idol passou pelo Brasil em 91, na segunda edição do Rock In Rio. Dizem as más línguas que em uma festa promovida pelo staff do RIR, Supla se passou por Billy Idol que não gostou nada de ser barrado na porta do clube.

No começo dos anos 90, Idol sofreu um acidente de moto que quase o fez ficar sem uma de suas pernas. Ficou seis meses imobilizado numa cama e levou três anos para se recuperar. Quando lembra do acidente, Idol usa do bom humor: “Obrigada Deus por eu não estar usando minha jaqueta de couro favorita.”

Atualmente está em turnê e vive em Hollywood, Los Angeles.

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