Não parece fazer tanto tempo, mas conheço esta festa há mais de um ano. Tudo porque um certo DJ Tonyy, num belo dia, apareceu no meu blog e falou sobre uma noite em que ele discotecaria com e para alguns amigos, somente músicas dos anos oitenta. Pouco tempo depois, na primeira das Trash Bloggers, estava lá e foi paixão à primeira vista. Pela festa, não pelo DJ.

A Trash já teve muitos lares: Cambridge, Picasso e agora está no Caravaggio, o que não quer dizer que seja definitivo. E isso nem importa. Pensem comigo, quando éramos mais novos, sempre nos referíamos às festas a que íamos pelo nome da danceteria/boate/casa noturna, nunca pelo evento. Isso mudou. Mas por quê?

Para responder, é preciso antes saber o que é a Trash: são as músicas, as lembranças, é o clima de respeito, diversão garantida? Sim e não. E é bem mais do que isso. Trash, para mim, são as pessoas que ali estão, trash é quem entra na brincadeira. Quem está ali e deixa transparecer seu lado criança (e por isso mesmo, mais sincero), esquecido ou omitido durante tanto tempo. Trash, somos nós. Ainda não encontrei um lugar onde me sentisse tão à vontade quanto ali, com vocês. Sou grato ao senhor Tonyy que, certa vez num belo dia, comentou sobre essa festa comigo. Sou grato ao senhor Eneas que, juntamente com o primeiro, é pai de uma festa que adota semanalmente centenas de órfãos de uma década que ficou pra trás, mas nunca deixada de lado. Sou grato a todos que participam e não deixam a peteca cair. Mas, antes de qualquer coisa, sou grato porque foi um comentário despretensioso que me fez encontrar um ambiente no qual posso ouvir, dançar e cantar a plenos pulmões músicas que pareciam apagadas da minha memória. E tudo isso em ótimas companhias, o que torna tudo muito melhor.

O fato de ser trash não poderia estar mais distante de uma ofensa. Prova disso é que sou muito trash e assumo minha trashidade quantas vezes forem necessárias Queimem-me na fogueira se quiserem, não vou negar. Sou e gosto. Não somente pelas músicas, mas, principalmente, pelas pessoas que vieram com o pacote.

Façamos uma conta. De cem pessoas, conhecemos… vá lá, cinco que valem a pena. Isso pelo mundo afora, no nosso dia-a-dia. Num lugar tão gostoso como é esta nossa festa, as chances de encontrar gente maravilhosa aumentam. Triplicam, quadruplicam. E não estou falando isso sem fundamentos, tenho sólidas bases que confirmam tais números. Querem tirar a prova? Apareçam lá um dia. Prometo apresentar cada uma delas a vocês.

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